quarta-feira, 29 de março de 2017


        Jonas, o profeta que não queria ouvir a voz de Deus.





 " Todos os marinheiros foram tomados de grande pânico, e cada um daqueles homens passou a clamar ao seu próprio deus. Em seguida lançaram ao mar a carga do navio, com o propósito de deixar a embarcação mais leve. Jonas, no entanto, havia se refugiado no porão do navio; e, tendo-se deitado, dormia profundamente."  Jonas  1-5

Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C. Jonas era filho de Amitai, e veio de Gade-Hefer, uma aldeia de Zebulom, situada nas vizinhanças de Nazaré. Ele também é o herói do livro que traz o seu nome, o quinto dos doze Profetas Menores.
O nome Jonas significa “pomba”, e a forma neotestamentária do desse nome é Ionas. Algo interessante com o nome “Jonas” ocorre no Novo Testamento, quando comparamos passagens dos Evangelhos de Mateus e João. No Evangelho de Mateus (16:17), Jesus chamou Pedro de Simão Barjonas, que em aramaico seria “filho de Jonas”. Entretanto, no Evangelho de João (1:42; 21:15,17), o pai de Simão Pedro é chamado de João, embora em alguns manuscritos ele também apareça em ambas as passagens como “Jonas”. Diante disso, não se sabe exatamente se os nomes “Jonas” e “João” (heb. yonah e yohanan) são dois nomes diferentes do pai de Pedro (algo comum na época), ou se representam duas forma gregas do mesmo nome hebraico.

A história de Jonas:

O Profeta Jonas profetizou a restauração das fronteiras de Israel, o que foi conseguido por Jeroboão II por volta de 782-753 a.C., conforme o texto encontrado no livro de 2 Reis:
Também este restituiu as fronteiras de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer.
(2 Reis 14:25)
Considerando que Jonas profetizou acerca do reinado de Jeroboão em aproximadamente 790 a.C., durante a co-regência deste com seu pai Jeoás, é muito provável que Jonas tenha conhecido o Profeta Eliseu, que faleceu por volta de 797 a.C. Existe ainda a possibilidade de o Profeta Jonas ter sido um dos “filhos dos profetas” instruídos por Eliseu (2Rs 6:1-7).
A maior parte do que sabemos sobre a história de Jonas é o que está narrado no livro a qual tem seu nome. De acordo com o livro de Jonas, Deus ordenou que o profeta fosse à cidade de Nínive para clamar contra ela (Jn 1:1,2). Desobedecendo a ordem de Deus, o Profeta Jonas foi para Jope, embarcando ali em um navio com destino a Társis, a oeste de Israel, que talvez fosse a Córsega ou parte da Espanha, enquanto Nínive, o destino a qual Deus havia lhe enviado, ficava no estremo leste (Jn 1:3).
No meio da navegação, Deus enviou uma grande tempestade que castigou a embarcação a qual o Profeta Jonas viajava (Jn 1:4). Após os marinheiros clamarem cada um ao seu deus, e realizarem uma série de procedimentos para tentar salvar o navio, o capitão da embarcação encontrou o Profeta Jonas dormindo no porão do barco (Jn 1:5,6). O capitão então ordenou que Jonas invocasse o seu Deus na tentativa de que pudessem ser poupados (Jn 1:6).
Os marinheiros resolveram lançar sorte, e a sorte caiu sobre o Profeta Jonas que foi declarado culpado. Interrogado pelos tripulantes daquele navio, Jonas mandou que eles o lançassem ao mar, para que a tempestade se acalmasse. Num primeiro momento os homens ainda tentaram resistir à ideia do Profeta Jonas, mas ao perceberem que não teria jeito, lançaram Jonas no mar e a tempestade finalmente cessou (Jn 1:13-15).

O Profeta Jonas e o grande peixe:

Após ser lançado ao mar pelos marinheiros da embarcação em que estava viajando, o Profeta Jonas foi engolido por um grande peixe que o Senhor providenciou. Jonas ficou no ventre do peixe durante três dias e três noites (Jn 1:17). Jonas então orou a Deus em forma de um cântico de ação de graças, e Deus ordenou que o peixe o vomitasse em terra firme, talvez em uma praia distante da costa da Síria.
Muito têm se discutido acerca desse grande peixe que engoliu o Profeta Jonas. Alguns defendem a ideia de ter sido uma baleia, enquanto outros reprovam essa possibilidade. Na verdade, de fato não precisa necessariamente ter sido uma baleia. Poderia ter sido um grande tubarão, como o próprio tubarão-baleia que atinge um tamanho enorme e não possui os dentes terríveis de outras espécies de tubarão. O termo original em hebraico significa apenas “grande peixe” e o termo usado em grego na Septuaginta é um termo genérico para “mostro do mar”, “criatura marítima” ou “peixes de grande tamanho”. Seja como for, o correto é que esse episódio se refere a algo sobrenatural que ocorreu para que o propósito de Deus fosse cumprido.

O Profeta Jonas chega a Nínive:

Depois de ter sido vomitado pelo grande peixe, Jonas obedeceu a ordem de Deus e foi para Nínive (Jn 3:3). Jonas pregou conforme Deus havia ordenado, e a cidade naquele momento se arrependeu de seu pecado, sendo poupada por Deus (Jn 3:3-10).
O fato de Deus ter poupado Nínive deixou Jonas profundamente irritado (Jn 4:1). Muitos sugerem que o motivo da irritação de Jonas foi uma espécie de mistura entre ciúmes e antipatia em relação aquele povo pagão que era inimigo de seu próprio povo. O descontentamento foi tamanho que o Profeta Jonas pediu que Deus tirasse a sua vida (Jn 4:3).
Deus então mais uma vez deu uma lição em Jonas. Ele fez crescer uma planta que deu sombra à Jonas, deixando-o muito feliz. No dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e rapidamente ela ficou destruída. Mais uma vez o Profeta Jonas ficou irritado e pediu para morrer. Usando esse exemplo da planta, e da piedade demonstrada por Jonas a ela, Deus ensinou ao Profeta que era moralmente correto que Ele manifestasse piedade pelo povo de Nínive (Jn 4:6-11).
A história do profeta Jonas termina repentinamente (Jn 4:11) e o Antigo Testamento não faz qualquer outra referência sobre ele.

O Profeta Jonas no Novo Testamento:

Jonas é citado no Novo Testamento pelo próprio Jesus, onde Ele faz referência ao período em que Jonas permaneceu no ventre do peixe e ao arrependimento da cidade de Nínive através da pregação do profeta (Mt 12:39-41; 16:4; Lc 11:29-32).
Essa referência sobre a história do Profeta Jonas no Novo Testamento é muito significativa, pois confere a garantia de que os relatos descritos no livro de Jonas são fatos históricos e literais, e não apenas uma fábula com propósitos nacionalistas como alguns comentaristas céticos sugerem.

O Profeta Jonas nos relatos extra-bíblicos:

Alguns estudiosos defendem que Beroso, um sacerdote e historiador caldeu da Babilônia que viveu no século 3 a.C., teria escrito sobre o episódio envolvendo Jonas. Beroso escreveu em grego uma obra sobre a História da Babilônia, onde em um de seus relatos ele se refere a uma criatura que emergiu do mar para conceder sabedoria divina aos homens chamada Oannes. Seria um tipo de homem-peixe.
Os babilônicos cultuavam diversas divindades com perfis curiosos, incluindo um deus das águas (Enki ou Ea). Mas o que chama atenção nessa história é o fato do nome “Oannes” ser muito semelhante ao nome grego Ioannes, que, junto com o também grego Ionas, é utilizado para representar o hebraico Yonah, ou seja, “Jonas”. Portanto, alguns acreditam que existe a possibilidade da descrição de Beroso ter alguma relação com a história de Jonas, já que a fama de um evento miraculoso como esse facilmente pode ter corrido entre muitos povos, e originado até mesmo algumas lendas. O problema com essa sugestão parece ser cronológico, já que para alguns o mito sobre Oannes remonta o período de 4.000 a.C.
Paul Idni 
louvado seja Deus


quinta-feira, 23 de março de 2017

LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR NOS DIAS DA TUA MOCIDADE

                                               
NÃO SEMEIE NO VENTO 

Porque semeiam vento, colherão tempestade; não haverá seara, pois o talo não produzirá cereal; o pouco que der, os estrangeiros o devorarão.
 Oséias 8:7

No contexto deste versículo vamos encontrar Israel metido em uma série de pecados e transgressões aos mandamentos divinos, entre eles podemos nomear, Israel profanava a aliança com Deus e a sua Lei (Os 8. 1 - 3), nomeava governantes sem a direção de Deus (Os 8. 4), se provia de praticas idólatras (Os 8. 4 – 7), se confraternizava em aliança com os Assírios (Os 8. 8 – 10) e ainda disseminava entre os seus filhos altares de sacrifícios aos deuses pagãos (Os 8. 11 – 14), tais abominações eram contempladas por Deus, que não suportando mais  as transgressões daquele povo fez soar sobre eles a “trombeta” da punição divina, através da palavra profética dada pelo profeta Oseías.
O texto em tela é um provérbio bastante conhecido e que ressalta a futilidade e fragilidade das alianças de Israel com os falsos deuses e as nações pagãs da época do profeta. Os Israelitas haviam semeado “ventos”, símbolo da decadência moral e espiritual do povo naqueles dias, e como conseqüência dos seus pecados haviam de colher“tormentas”, isto é o julgamento, a punição divina seria inevitável, e tão assoladora como um longo período de estiagem, onde que, pela severidade da seca, a terra não produzirá frutos “não haverá seara”, e a verdura que sobreviver a tamanha sequidão não serviria para alimentação nem dos homens e nem do gado “não dará farinha”, a ponto de o povo se submeter ao domínio estrangeiro “se der, tragá-la-ão os estrangeiros”.
Portanto o transgredir ao mandamento divino, é algo que traz ao transgressor o devido julgamento, Deus não se deixa escarnecer (Gl 6. 7), porém trará sobre todos quantos desprezarem os seus caminhos e ensinamentos o juízo eterno, a exemplo do que aconteceu com o povo hebreu, e que foi enfatizado nas profecias, proferidas pelos Profetas Menores tais como, Oseías, Jonas e Obadias. Fiquem todos na Paz do Senhor Jesus. Amém!!

Louvado seja Deus 

Paul idni 

quarta-feira, 15 de março de 2017

              
                  O Novo Nascimento

Jesus falou do novo nascimento a Nicodemos, um dos principais dos judeus, o qual tinha vindo ter com ele de noite. Jesus lhe disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". (João 3:3-8)

Das palavras de Jesus sobre o novo nascimento se evidência que para entrar e para ver o reino de Deus é indispensável nascer de novo. As seguintes expressões: "...não pode ver o reino de Deus... não pode entrar no reino de Deus... Necessário vos é nascer de novo.." o demonstram. Portanto todos aqueles que querem entrar no Reino de Deus que está nos ceús têm que nascer de novo, de outro modo ficarão fora dele.
Mas porque é que os homens têm que nascer de novo para poder entrar no Reino de Deus? Porque eles estão mortos nas suas ofensas e nos seus pecados privados da vida de Deus (cfr. Ef. 2:1). O novo nascimento é de facto uma ressurreição espiritual que permite àquele que está morto espiritualmente ressuscitar e tornar-se vivo do ponto de vista espiritual e portanto apto a entrar no Reino de Deus.

Como o se experimenta

Mas como se faz para nascer de novo? Das pregações que Jesus Cristo dirigiu aos Judeus, tendo presente que as palavras que ele disse a Nicodemos : "Necessário vos é nascer de novo" eram dirigidas a todos os homens (e não Judeus naturalmente), se evidência que para nascer de novo é necessário arrependimento e crer no Evangelho conforme o que dizia Jesus aos Judeus: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mar. 1:15).
Não é pois necessário o batismo na água para nascer de novo? Não; porque o novo nascimento se experimenta quando nos arrependemos e cremos no Filho de Deus, e não quando se é imerso nas águas batismais ou quando se sai fora delas. O Batismo representa o que o crente já experimentou pela fé no Cristo de Deus, ou seja, o novo nascimento; a imersão é o sepultamento com Cristo, a saída da água a ressurreição com Cristo.
Alguém dirá: Mas não está porventura escrito que se nasce de novo da água? Sim, mas ela não é a água do batismo, mas a Palavra de Deus que na Escritura é simbolizada pela água conforme está escrito aos Efésios: "Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" (Ef. 5:25,26), e também em Isaías: "Assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes, fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Is. 55:10-11). Notai com quanta clareza a Palavra de Deus é comparada à água que desce do céu para regar a terra e fazê-la brotar. Ora, João disse que "aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus" (João. 3:34), e de facto, Jesus, enviado por Deus, desceu do céu e anunciou-nos o que ele ouvira de seu Pai, isto é, a Boa Nova do Reino de Deus.E nós que estavamos mortos nas nossas ofensas, fomos regenerados exactamente pela Palavra da Boa Nova nos anunciada por Cristo, conforme está escrito: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre... E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada" (1 Ped. 1:23,25) e também: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra de verdade" (Tiago. 1:18). A palavra de Deus nos anunciada por Cristo é portanto o poder regenerador. Eis porque Jesus um dia disse: "As palavras que eu vos disse são espírito e vida" (João. 6:63). E porventura não é verdade que o evangelho da Graça de Deus nos vivificou comunicando-nos aquela vida da qual nós estavamos em tempos privados? Sim, é esta a verdade; nós nascemos de novo pela Palavra de Deus. Mas como disse Jesus, é preciso também nascer do Espírito de Deus. Vamos pois falar também daquilo que fez o Espírito de Deus para nos fazer renascer. Quando nós ouvimos a Palavra da Graça, o Espírito nos convenceu quanto ao pecado, à justiça, e ao juízo e de facto o Espírito Santo foi enviado do céu também para fazer esta obra de convencimento conforme o que disse Jesus antes de ser glorificado: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (João 16:8-11). Irmãos, foi o Espírito Santo que nos convenceu de ser pecadores e incrédulos; nós, antes de nascer de novo considerávamos (apoiados no nosso falso discernimento) não ser pecadores que mereciam ir para o fogo eterno, porque também nós eramos escravos do pecado; nós não falavamos como deviamos porque éramos também nós filhos da rebelião; havia quem dizia: “Mas que mal fiz para merecer o juízo de Deus?’, quem: ‘não mato, não roubo, não blasfemo, do que tenho que me arrepender se não tenho pecados?’, enquanto a Palavra de Deus dizia e diz ainda: "Tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos" (Rom. 3:9-18; Sal. 14:1-3; 5:9; 140:3; 10:7; Is. 59:7,8; Sal. 36:1). Mas Deus foi paciente conosco e esperou que nós reconhecessemos diante d`Ele ser pecadores, que nos arrependessemos e que o invocássemos para que Ele tivesse piedade de nós. Quantos de nós antes de crer no Senhor diziam crer? Muitos; mas não eramos crentes mas incrédulos, porque não tinhamos ainda crido com o nosso coração no Evangelho. Com efeito nós, quando diziamos: “Eu creio”, queriamos dizer: “Também eu ouvi falar dele”; para nós ter ouvido falar do evangelho e crer no evangelho era a mesma coisa, enquanto há uma grande diferença entre ter somente ouvido falar de Cristo (sem crer nele), e ter ouvido falar dele e ter crido nele com todo o coração; no primeiro caso está-se ainda perdido, no segundo está-se salvo com a certeza de ter a vida eterna. Nós todos, antes de nascer de novo eramos rebeldes e malvados, mas graças damos a Deus que pelo seu Espírito, primeiro nos convenceu quanto ao pecado, depois nos vivificou; "O Espirito é vida" (Rom. 8:10) e Ele nos vivificou conforme está escrito: "O Espírito é o que vivifica" (João. 6:63). Muitos sustentam que todos os homens são filhos de Deus, o que equivale a dizer que todos os homens são nascidos de Deus, mas esta afirmação é falsa porque a Escritura ensina que só aqueles que estão no caminho da salvação são filhos de Deus; todos os homens foram criados por Deus mas nem todos os homens foram regenerados por Deus. Jesus disse: "Larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (Mat. 7:13,14); Nós sabemos que a porta é Cristo, porque Jesus disse: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim salvar-se-á" (João. 10:9), e que o caminho que leva à vida é também Jesus Cristo, porque ele disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6), mas sabemos também que são poucos os que encontram o caminho que leva à vida e que o seguem, o que significa que o número daqueles que são nascidos de Deus e que estão sobre o caminho da salvação é pequeno comparado ao número dos incrédulos que caminham sobre o caminho da perdição. A Escritura ensina que só os que receberam Cristo Jesus são filhos de Deus, de facto está escrito: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:12,13), e ainda: "Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gal. 3:26). É crendo em Jesus Cristo que o homem se torna filho de Deus por isso os incrédulos não são filhos de Deus mas filhos do diabo porque não crêem no nome do filho de Deus e para confirmar-vos isto recordo-vos o que Jesus disse àqueles judeus que não criam nele e que queriam matá-lo; ele disse-lhes: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai" (João. 8:44). O apóstolo Paulo, em Chipre, chamou àquele falso profeta judeu de nome Bar-Jesus (que procurava desviar o procônsul da fé) ‘filho do diabo’. Nós sabemos que os falsos profetas são filhos do diabo porque não crêem no Filho de Deus e procuram desviar da fé os que creram no Senhor. Jesus, quando explicou a parábola do joio do campo, disse aos seus discípulos: " O que semeia a boa semente é o filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino e o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou, é o diabo" (Mat 13:37-39); das palavras do Senhor se entende claramente que neste mundo há os filhos de Deus e os filhos do diabo, por isso não podemos dizer que todos os homens são filhos de Deus.
O novo nascimento é uma experiência real que se está perfeitamente consciente de experimentar quando ela acontece e se está perfeitamente seguro de tê-la vivido depois que a se experimentou; e isto apesar de nós não conseguirmos explicar como ele pôde fazer-se na nossa vida porque é uma obra inescrutável operada por Deus pela sua Palavra e o seu Santo Espírito. Podemos compará-lo à saída de um morto da sepultura onde tinha sido sepultado; à saída de um prisioneiro de uma prisão, à saída para a luz do sol de uma pessoa fechada anos em um quarto escuro; a recuperação da vista por um cego de nascença, a um ser libertado de fortes e pesadas correntes; em suma queremos dizer que quem o experimentou sabe o que provou quando nasceu de novo porque é uma experiência que marca a sua existência de maneira radical. O que se experimenta quando se nasce de novo é a salvação, o perdão de todos os velhos pecados. O desaparecimento portanto daquele sentido de culpa que aflige o homem sem Deus. Por isso quem nasce de novo está seguro de ter no instante sido salvo, de ter sido purificado de todos os seus pecados e de não ter mais a consciência que o acusa. E isto logo produz nele um grande gozo, um gozo profundo que jorra de Cristo que vem morar no seu coração; e juntamente com o gozo uma paz profunda, verdadeira, que vem ainda de Cristo. Ele torna-se assim um Filho de Deus; como? Já o vimos; pelo arrependimento e a fé em Cristo. Mas está seguro de ser um filho de Deus? Com certeza. Com que fundamento pode dizer ser um filho de Deus? Em virtude daquilo que diz a palavra de Deus; "Mas , a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João. 1:12), e ainda: "Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus!" (1 João. 3:1); e em virtude do testemunho do Espírito Santo que veio morar no seu coração de facto está escrito: "Recebestes o Espírito de adopção de filhos, pelo qual clamamos: Aba! Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rom. 8:15-16). E portanto ele está seguro de ser um herdeiro de Deus e um co-herdeiro de Cristo; ele está seguro de ter a vida eterna porque tem no coração aquele que é a vida eterna; e por isso sabe que quando morrer irá habitar no céu com Cristo e com os outros santos à espera da ressurreição. Além disso, dizemos que todos os que crêem, sendo que nasceram de novo, são também sacerdotes de Deus; de facto Pedro depois de ter dito no início da sua primeira epístola: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos..." (1 Ped. 1:3-4), afirma: "Mas vós sois... o sacerdócio real.." (1 Ped. 2:9). Veis? Todos aqueles que foram gerados de novo, ou seja, que renasceram são sacerdotes de Deus. E portanto todos aqueles que creram no Filho de Deus são sacerdotes. E, ainda segundo a Escritura, todos aqueles que creram foram feitos também reis e reinarão com Cristo sobre a terra de facto João diz que Cristo "nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai" (Ap. 1:6), e que ouviu as criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos afirmar: ".. E com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap. 5:9-10).

Quantos podem nascer de novo

A este ponto é lícito perguntar-se: “Mas quantos podem nascer de novo?” Todos os que o querem. Precisamos porém que com esta expressão não entendemos dizer que os que nascem de novo experimentam o novo nascimento porque o querem eles, porque eles o experimentam porque o quer Deus de facto está escrito que eles “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João. 1:13), e também: “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra de verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tiago 1:18). Com a expressão acima referida queremos dizer somente que nós não conhecemos o número exacto daqueles que Deus decretou gerar pela sua Palavra e por isso dizemos a todos os homens que eles têm que nascer de novo para entrar no Reino de Deus.

Como se reconhecem os nascidos de novo

Ora, mas como se reconhecem os filhos de Deus neste mundo? Como se faz para perceber se alguém é nascido de Deus?

Ÿ Os que são nascidos de Deus são novas criaturas, na sua vida as coisas velhas (isto é os velhos e maus hábitos ) já passaram e tudo se fez novo de facto está escrito aos Coríntios: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.(2 Cor. 5:17); portanto se alguém diz ser um cristão mas não é uma nova criatura, ele não é nascido de Deus. Alguns dizem que são cristãos mas não são de todo novas criaturas porque a sua conduta dissoluta e malvada mostra que eles ainda são filhos da desobediência e escravos de toda a sorte de concupiscências; João diz: "Quem comete o pecado é do diabo porque o diabo peca desde o príncipio" (1 João. 3:8) e também: "Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: Qualquer que não pratica a justiça não é de Deus..." (1 João 3:10). Também neste tempo há uma raça de gente que se diz cristã mas adora ídolos e entra em delírio por eles, mas a Escritura diz que "aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 João 2:4), portanto todos os que recusam obedecer ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não são nascidos de Deus e não são filhos de Deus.

Ÿ Os que são nascidos de Deus crêem que Jesus é o Cristo, de facto está escrito: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo [do grego christos que significa “Ungido”], é nascido de Deus” (1 João 5:1), por isso todos os que não crêem que Jesus é o Messias (palavra que deriva de um termo hebraico que significa “Ungido”) não são nascidos de Deus e não são filhos de Deus

Ÿ Os que são nascidos de Deus amam Deus e a irmandade porque está escrito: "Qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus" (1 João 4:7); os que amam por obra e em verdade os irmãos são nascidos de Deus e conhecem Deus porque Deus é amor, mas "quem não ama permanece na morte... e não conhece a Deus; porque Deus é amor " (1 João 3:14; 4:8), isso significa que os que nos odeiam, mesmo se dizem ser cristãos, não são nascidos de Deus. João diz: "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos" (1 João 3:14). Nós, antes de conhecer Deus não amavamos os irmãos, eles não eram pessoas que nos agradavam, com as quais amavamos estar e falar, nós não gostavamos visitar e ajudar os irmãos, porque estavamos na morte; nós que estavamos mortos desejávamos estar e falar com aqueles que estavam mortos como nós, nós tinhamos orgulho de ser amigos e companheiros dos pecadores e amavamos o seu perverso modo de viver e de falar, mas graças sejam dadas a Deus que nos fez renascer; no dia que nascemos de novo a nossa mente foi renovada pelo Espírito Santo e nós começamos a amar os santos, pelo amor de Deus derramado nos nossos corações pelo Espírito. Mas então, porque é que também nesta nação, muitos dizem ser cristãos e nos odeiam, nos desprezam, nos olham mal, não gostam de estar conosco, nem falar conosco e nos definem uma “seita” como se fossemos os seguidores de um qualquer impostor? A razão é que estes estão nas trevas mesmo se dizem estar na luz; eles são do mundo e nos odeiam porque nós não somos do mundo, de facto Jesus disse: "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia” (João 15:19). Irmãos, Cristo nos resgatou do presente século mau, por esta razão os que são deste mundo de trevas nos odeiam; eles dizem ser cristãos como nós e dizem ter o mesmo Pai nosso, mas não são de Deus mas do diabo.

Ÿ Os que são nascidos de Deus estão seguros de ter sido perdoados de todos os seus pecados e de terem a vida eterna, porque creram no Filho de Deus; está escrito: “Porque nele nós temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça..." (Ef. 1:7), por isso nós que somos de Deus fomos purificados dos nossos pecados porque eles nos foram perdoados pela fé em Cristo. Todos os que dizem que quando morrerem irão para o purgatório para serem purgados dos seus pecados não são nascidos de Deus e não são dos nossos porque a Escritura diz: "Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 João 1:7); o purgatório não existe e os que crêem na sua existência enganam-se a si mesmos. Os que dizem que vão confessar os seus pecados aos padres e que fazendo assim os seus pecados lhes são perdoados não são nascidos de Deus e enganam-se a si mesmos, porque o padre não tem o poder de perdoar a um homem os pecados que ele cometeu contra Deus. A Escritura ensina que só Deus pode perdoar os pecados ao pecador, conforme está escrito: "Ele é o que te perdoa todas as tuas iniquidades" (Sal. 103:3). Os que vão confessar-se aos padres não são de modo nenhum purificados dos seus pecados, de facto continuam a ter consciência de pecado, porque a confissão dos pecados, o pecador a deve fazer a Deus para ser perdoado e para renascer, conforme está escrito: "Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado" (Sal. 32:5). Nós que somos nascidos de Deus temos a vida eterna porque cremos no Filho de Deus; Jesus disse: "Aquele que crê em mim tem a vida eterna" (João. 6:47) e João nos escreveu: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna (1 João. 5:13). Se alguém diz ser um Cristão, mas diz de não ter a vida eterna não é nascido de Deus; muitos nos consideram presunçosos porque dizemos de ter a vida eterna mas o que dizemos é a verdade, porque está escrito: "Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho" (1 João 5:11). Os que dizem ser Cristãos mas ao mesmo tempo dizem que não têm a vida eterna porque estão ainda fazendo do seu melhor para ganhá-la não são nascidos de Deus; a vida eterna não pode ser ganha fazendo boas obras porque ela não está à venda; a vida eterna não é a recompensa que Deus dá ao pecador que se esforça para a conseguir ganhar, mas o seu dom que Ele dá gratuitamente a todos os que se arrependem e crêem em Jesus Cristo, conforme está escrito: "O dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor" (Rom. 6:23).

Paul Idni 

Louvado seja Deus 




terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A Reforma Protestante


31 de Outubro de 1517 é uma data importante para os cristãos protestantes/evangélicos de todo o mundo. Neste ano de 2017 comemora-se o aniversário de 500 anos da Reforma Protestante.

Quando o monge católico Martinho Lutero, filiado à ordem de Santo Agostinho, fixou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo, em Wittemberg, ele estava conclamando o povo e os eruditos para que repensassem o modo como interpretavam e viviam o Cristianismo.
Em uma época que o povo comum era privado da leitura das Escrituras e o papa liderava a cristandade com mãos de ferro, Lutero foi uma voz levantada por Deus para dar início a uma completa revolução espiritual na Alemanha. Lutero combateu os vários desvios doutrinários de sua época praticados pela Igreja Católica Romana, condenou veementemente a venda de indulgências, traduziu a Bíblia para o alemão e a colocou nas mãos do povo comum. Enfim, inflamou o coração de seus irmãos à uma busca sincera por Deus e o Cristianismo autêntico.
Toda esta coragem levou Lutero a sofrer excomunhão por meio de uma bula editada pelo papa. Martinho Lutero em reação à Igreja Católica queimou a bula papal em praça pública, rompendo de vez o elo com a Igreja Católica Romana. Finalmente, nos dizeres de Calvino, “Post Tenebrax, Lux” (depois das trevas, luz), após anos de anos de escuridão e sombras, a luz do Evangelho voltava a brilhar para o mundo.
A Reforma, em muito pouco tempo, se espalhou para a Suíça através da intelectualidade e coragem de João Calvino e Zwínglio, para a Escócia através da piedade e extremo vigor de John Knox e para muitos outros países através de homens que levaram adiante a “redescoberta” do Cristianismo bíblico ao mundo.
Neste vídeo você aprenderá como o Cristianismo se perverteu após os primeiros séculos, retomou o seu vigor com a Reforma Protestante em 1517, em que ponto a igreja cristã se encontra nos dias atuais e qual o seu papel nesta fantástica história.
Louvado seja Deus
Paul Idni 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

              

                            O NOVO NASCIMENTO



Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

João 3:4,5



Jesus foi enfático: “Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3) e acrescentou: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5) e arrematou: “Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.8). Nenhum indivíduo pode entrar no céu sem novo nascimento. Essa é uma condição indispensável. O que vem a ser, pois, o novo nascimento?
1. O que não é o novo nascimento
O novo nascimento não é algo que fazemos para Deus, mas o que Espírito Santo faz em nós e por nós. Nicodemos foi ao encontro de Jesus, de noite, e perguntou-lhe: “Mestre, sabemos que és vindo da parte de Deus porque ninguém pode fazer os sinais que tu fazes se Deus não for com ele” (Jo 3.1,2). Nicodemos era um homem rico, culto e  eligioso. Ele era fariseu e membro do sinédrio. Tinha conhecimento, poder e influência. Tinha uma vida ilibada e guardava muitos preceitos da lei. Mas, essas coisas não eram suficientes para sua salvação, ele precisava nascer de novo.
Também Nicodemos tinha um relativo conhecimento de Cristo. Ele sabia que Jesus era vindo de Deus, que tinha uma singular capacidade de ensinar e fazer milagres e ainda, ele tinha convicção de que Deus estava do seu lado. Mas essas informações, mesmo sendo verdadeiras, não foram suficientes para dar-lhe a salvação, ele precisava nascer de novo.
Não se alcança o novo nascimento através de ritos, cerimônias e práticas religiosas. Ninguém entra no céu por pertencer à uma família cristã ou por freqüentar uma igreja evangélica. Ninguém é salvo porque recebeu o sacramento do batismo ou porque guarda determinados preceitos religiosos. Não se obtém a vida eterna por ter determinadas informações corretas a respeito de Deus e das Escrituras. Nicodemos era um mestre (Jo 3.10). Ele era um especialista nas Escrituras, mas não estava salvo. Faltava-lhe o novo nascimento. 

2. O que é o novo nascimento

O novo nascimento é uma obra monergística do Espírito Santo. Nascer de novo é nascer de cima, do alto, do Espírito. Destaco três aspectos importantes sobre o novo nascimento.
Em primeiro lugar, o novo nascimento é produzido pela Palavra. Isso é o que Jesus quis dizer com nascer da água (Jo 3.5). A água que nos purifica não é a água do batismo, mas a água da Palavra (Ef 5.26). A fé vem pelo ouvir a Palavra (Rm 10.17). Somos gerados pela divina semente da Palavra (1Pe 1.23). Quando ouvimos a Palavra, a divina semente germina dentro de nós, produzindo uma nova vida.
Em segundo lugar, o novo nascimento é produzido pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é o agente do novo nascimento. Somos salvos pelo lavar regenerador do Espírito Santo (Tt 3.5). Ele implanta em nós o princípio da nova vida e então, somos gerados de novo. Essa ação do Espírito Santo é invisível, porém perceptível. É como o vento que você não sabe donde vem nem para aonde vai, mas percebe seus efeitos (Jo 3.8). O Espírito é livre e soberano nessa ação salvadora. Ele é como o vento. Ele sopra aonde quer. A salvação é uma obra exclusiva e soberana de Deus. Ninguém pode determinar onde o vento do Espírito vai soprar e ninguém pode deter o vento
quando ele sopra.
Em terceiro lugar, o novo nascimento é produzido do sacrifício vicário de Cristo. Assim  como Moisés levantou a serpente no deserto, Jesus foi  levantado na cruz. Assim como os israelitas foram curados da mordedura das serpentes abrasadoras quando olharam para a serpente de bronze, assim também aqueles que, inoculados pelo veneno mortal da Antiga Serpente, Satanás, olham com fé para Jesus são perdoados de seus pecados e recebem o dom da vida eterna (Jo 3.14-16).
LOUVADO SEJA DEUS 

Paul Idni





quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

JESUS O SALVADOR DO MUNDO

                                    

                                O REINO DE DEUS


 "E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra,
  E dormisse, e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como."
             LOUVADO SEJA DEUS O ETERNO SANTO DOS SANTOS .

No Cap 13 de Mateus temos as parábolas do reino dos céus, que descrevem o resultado da pregação do evangelho nas condições espirituais prevalecentes na terra, na esfera da manifestação visível do reino dos céus, até o fim dos tempos.
1) Em quase todas estas parábolas, Cristo ensina que dentro da esfera da manifestação visível atual, do reino dos céus entre os homens, haverá o bem e o mal, e o verdadeiro e o falso. Entre aqueles que professam aqui o seu nome, haverá a apostasia e o mundanismo, bem como a fidelidade e a piedade. No fim da presente era, o mal será destruído (vv.41,49), mas ”os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai” (v.43).
2) Estas parábolas foram proferidas a fim de que os verdadeiros seguidores de Deus saibam que o mal e a oposição da parte de Satanás e seus seguidores existirão aqui na terra, até mesmo dentro do atual reino visível dos céus (vv. 25,38,48), que é a igreja, uma manifestação parcial do pleno e futuro reino prometido por Deus a Davi, e que será regido por Jesus (2Sm 7:12-16; Lc 1:32,33; Dn 2:44; Ap 11:15). A única maneira de a pessoa vencer Satanás e a influência do mal será pela dedicação sincera e total a Cristo (vv.44, 46), e vivendo em santidade (v.43; ver Ap 2-3 para exemplos de bem e do mal dentro das igrejas).
3) As parábolas são histórias tiradas da vida diária para descrever e ilustrar certas verdads espirituais. Sua singuralidade consiste em revelar a verdade aos espirituais e, ao mesmo tempo, ocultá-la dos incrédulos (v.11). A parábola pode, às vezes, demandar uma decisão da pessoea ( e.g., Lc 10:30-37).
Lições das Parábolas 
Em primeiro lugar, a importância da palavra de Deus. Em três das parábolas a palavra de Deus é apresentada como uma semente que precisa ser plantada em bons corações para ter uma colheita frutífera.Tentar fazer uma colheita sem plantar a semente é completamente ridículo. O mesmo é tentarmos agradar Deus sem estudar, ler e meditar sobre sua palavra. Não haverá fruto produzido para Deus se a palavra não habitar ricamente em nossos corações.
Em segundo lugar, o valor de servir a Deus. Outra história fala de um vendedor de pérolas que passou a vida comprando e vendendo pérolas de alto valor. Um dia, ele achou a pérola das pérolas; então foi e vendeu tudo para comprar a pérola de valor inigualável. Conseguir uma pérola dessa é muito custoso, mas ainda assim vale a pena. Para alcançarmos o reino de Deus, é preciso muito esforço e sacrifício; mas supera em muito o valor de todo o mundo junto.
Em terceiro lugar, haverá separação no fim.
 
Em duas parábolas, Jesus falou do julgamento. Em uma, ele o mostrou com o ato de separar o joio do trigo; em outra, pelo ato de separar os peixes maus dos bons. Ele diz: “Assim será na consumação do século: Sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos”. A nossa era faz ouvidos de mercador para o ensinamento de Jesus acerca do juízo final, e assim traz sua própria destruição.

louvado seja Deus 


Paul Idni 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Santificação

     

                                                          Deus é Santo



            rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas
                                                                                                                                         Hebreus 12:1



Santificação (ou em sua forma verbal, santificar) significa literalmente o processo pelo qual se separa algo ou alguém para um uso ou um propósito, ou seja, tornar sagrado ou consagrar.


Santificação



Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado é uma característica fundamental da santidade de Deus, que tem que ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos. Depois de observar brevemente a importância da santificação através de toda a Bíblia, consideraremos as implicações de um texto desafiador na segunda carta de Paulo aos cristãos em Corinto.

Deus Quer um Povo Santo

Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com ele e falar com ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros.

Adão e Eva andavam no mesmo jardim que Deus, e falavam com ele. Mas logo pecaram e perderam esta convivência especial. Foram expulsos do jardim do Éden ­separados de Deus­ o que foi a morte espiritual que Deus havia prometido como conseqüência do pecado (Gênesis 2:17; 3:23-24). Povo sem santidade não podia permanecer na presença do santo Deus.

Depois que gerações de pecadores morreram num mundo corrompido, Deus escolheu os descendentes de Abraão para serem um povo santo. Ele os separou da má influência dos senhores egípcios e preparou uma terra onde poderiam habitar livres da corrupção dos povos idólatras. Ele até mesmo lhes deu uma lei especial, que ressaltava a distinção entre o puro e o impuro. Deus explicou a necessidade da pureza deles quando lhes deu essa lei:

"Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo. . . Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" (Levítico 11:44-45).

Contudo, o povo que Deus havia selecionado excepcionalmente e resgatado não permaneceu santo. Os israelitas repetidamente exibiram seu pecado aos olhos de Deus. Ele às vezes avisou que poderia entrar no meio da congregação pecaminosa e destruir o povo (Êxodo 33:5; Números 16:44-45). Por quê? Simplesmente porque não pode haver comunhão entre a santidade de Deus e a impureza do homem. O homem tem que ser purificado, ou morrerá (veja Isaías 6:1-7).

Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem-no. Os cristãos são o povo santo de Deus (1 Pedro 2:5,9). Aqueles que se dizem ser seguidores de Jesus deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo.

A Santificação é Essencial para ter Comunhão com Deus
(2 Coríntios 6:14 - 7:1)


A igreja em Corinto estava rodeada de imoralidade e falsa religião. Os cristãos eram freqüentemente tentados a voltar às más práticas do mundo. Paulo entendeu esta tentação quando lhes escreveu cartas de encorajamento. Consideremos seu ensinamento em 2 Coríntios 6:14 - 7:1.

Paulo ensinou que o pecado não tem lugar na vida do cristão. Nos versículos 14 e 15 ele disse:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"

Encontramos nestes versículos uma lista de coisas que são totalmente opostas. Paulo não encoraja a nenhum tipo de compromisso. Ele não nos diz que um pouco de mal pode coexistir com a justiça. Em vez disso, mostra que não pode haver nenhuma tolerância do pecado na vida de um cristão. Os cristãos pecam (1 João 1:8,10), mas temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a comunhão com ele (1 João 1:9; 2:1).

Certas religiões e filosofias orientais ensinam que o bem tem que ser contrabalançado pelo mal e que cada bem é manchado por alguma quantidade de mal. Tais idéias contradizem frontalmente o ensinamento da Bíblia. Bem e mal são distintos e não podem existir em harmonia. Os discípulos de Cristo não podem comprometer-se com o erro.

Esta santificação é baseada em nossa relação com Deus. Paulo continuou nos versículos 16 a 18 a dizer que a base para esta santificação é nossa relação com Deus. Nestes versículos, ele usa a linguagem das passagens do Velho Testamento para mostrar que Deus ainda deseja um povo santo:

"Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso."

O desejo básico de Deus permanece inalterado. Ele quer ter íntima comunhão com seu povo santo. Mas um Deus puro não pode ter amizade com pecado; portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza. Mas, para que não vejamos isto como uma tarefa desagradável de renúncia, teremos que nos lembrar do grande privilégio que é descrito aqui, especialmente no versículo 18. O Deus Todo-poderoso do universo, nosso grande Criador e Redentor, quer ser nosso Pai. Os cristãos têm imenso privilégio de serem chamados filhos e filhas do próprio Deus!

Que faremos para aproveitar desta abençoada amizade com Deus? O primeiro versículo do capítulo 7 oferece a conclusão prática desta passagem:

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifi-quemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aper-feiçoando a nossa santi-dade no temor de Deus."

Por causa do grande privilégio de sermos chamados filhos e filhas de Deus, temos que nos purificar de toda impureza. Não apenas 50%, 90% ou 99% do pecado, mas de toda imundície.

Por quê? Por causa de nosso respeito a Deus. Ele merece nosso serviço de santificação.

Temos que ser limpos de que tipos de impureza? Paulo menciona duas amplas categorias de pecado que têm que ser expurgadas de nossas vidas:

Impureza da carne. Isto incluiria todas as formas de imoralidade e mundanismo. Pecados sexuais, embriaguez, desonestidade e todas as outras características da carne têm que ser abandonadas. Pessoas que praticam tais coisas não terão permissão para entrar na eterna comunhão com Deus (veja Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 6:9-11; Apocalipse 21:8).

Impureza do espírito. Impureza espiritual e religiosa também têm que ser removidas de nossas vidas. Os cristãos em Corinto estavam rodeados pela idolatria, por isso Paulo usou este exemplo específico. Estamos rodeados de uma variedade de doutrinas humanas e filosofias, práticas de espiritismo, adoração de santos e de imagens, etc. O verdadeiro cristão não pode continuar a participar de tais práticas impuras. Temos que limpar-nos de qualquer mal deste tipo (1 Coríntios 10:14), adorando somente a Deus (Mateus 4:10). Nossa adoração a Deus tem que ser de acordo com sua verdade (João 4:24). Sem nos santificar, não teremos comunhão com o Senhor que morreu por nós.



Vivemos num mundo que tem sido manchado, por milhares de anos, pelo pecado. Estamos rodeados por violência, pornografia, desonestidade e falsa religião. Deus não pretende que nos isolemos deste mundo (João 17:14-21), mas que fujamos dos seus pecados (1 Timóteo 6:11) e brilhemos como luzes num mundo de trevas (Mateus 5:14-16). Nunca foi fácil viver como povo santificado num mundo de corrupção e injustiça, mas é possível. Jesus provou isso durante uma vida de pureza sem pecado. É nossa responsabilidade seguir seus passos:

"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca" (1 Pedro 2:21-22).

Paul Idni 




Louvado Seja Deus 

                                              HÁ MORTE NA PANELA  “Depois Eliseu voltou para Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. ...