segunda-feira, 25 de junho de 2018

Amaldiçoando a Nós Mesmos

Números 22



Balaque, rei de Moabe, estava amedrontado. Ele sabia que Israel era um povo numeroso e este rei estava a par do sucesso deste povo. Agora Israel estava acampado na fronteira de seu país! Ele enviou mensageiros ao profeta Balaão, pedindo-lhe que viesse amaldiçoar Israel (Números 22). Balaão, instruído pelo Senhor, recusou mas Balaque mandou mais mensageiros, oferecendo recompensas ainda maiores. Balaão estava possuído por sua cobiça e desejava fazer o que Balaque pedia. Quando Balaão consultou o Senhor novamente, foi-lhe dito que fosse com os mensageiros.
Quando Balaão chegou a Moabe, a única coisa que ele pôde fazer foi abençoar Israel! Três vezes Balaque fez preparações para Balaão amaldiçoar Israel e todas as vezes o Senhor não permitiu que ele amaldiçoasse Israel; em vez disso, o profeta pronunciou bênçãos sobre Israel. Balaque enfureceu-se com Balaão e mandou-o embora (Números 23-24).
Este, porém, não é o fim da história. Mais tarde, o povo de Israel pecou, cometendo fornicação e idolatria com as mulheres moabitas, e Deus enviou uma praga que matou 24.000 israelitas (Números 25). A Bíblia informa que foi Balaão quem aconselhou Balaque a instigar Israel a participar da idolatria (Números 31:16; Apocalipse 2:14; Judas 11; 2 Pedro 2:15). Balaão foi incapaz de amaldiçoar Israel diretamente, mas evidentemente entendeu o valor de colocar uma pedra de tropeço diante da nação!
O perigo da ganância é obvio na vida de Balaão. Ele foi reprovado pela sua própria jumenta (Números 22:21-34) e mais tarde foi morto numa batalha com os israelitas. Contudo, talvez, uma lição mais sutil nos espera nesta história. Deus protegeu seu povo não permitindo que Balaão o amaldiçoasse, mas Israel trouxe maldições sobre si mesmo ao desobedecer o Senhor. Do mesmo modo, Deus prometeu proteger seu povo escolhido de nossos dias, a igreja (João 10:28-29). Satanás está limitado em seu poder para afligir o povo de Deus, exatamente como Balaão estava (Tiago 4:7). Contudo, o tentador colocará pedras de tropeço diante de nós e . . . se cairmos, traremos a maldição do pecado sobre nós mesmos!

Paul idni Mia Viana


Louvado seja Deus 


quinta-feira, 21 de junho de 2018



Obediência a Deus. 

Romanos 6:15-18
“Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado levando para a morte, ou da obediência levando para a justiça? Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça”
De acordo com esta passagem uma pessoa é servidora da pessoa à qual ela obedece. Existem duas opções à escolha uma, em obedecer ao pecado, o que significa que ela vai servir ao pecado, ou, a segunda, obedecendo de todo o coração a Deus e à sua doutrina, passando a ser um servidor da justiça. Dito com outras palavras: é impossível uma pessoa servir honestamente a Deus se o seu coração não obedece a Ele. Não importa quão activos somos em actividades religiosas, o que importa é quão OBEDIENTES somos a Ele, porque é a nossa obediência e a quem nós obedecemos que determinam a quem servimos na realidade. Como Tiago 4:7-8 nós diz:
Tiago 4:7-8
“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.”
Precisamos de chegar perto de Deus para que Ele chegue perto de nós. Não O podemos servir à distância, sem O conhecer. Só podemos servir àquele a quem obedecemos e a quem nos submetemos. Em Filipenses 2:5-11 está escrito:
Filipenses 2:5-11
“Tende em vós aquele sentimento, atitude e propósito pensamento humilde (fá-Lo o teu exemplo de humildade) que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente ATÉ À MORTE, E MORTE DE CRUZ. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
A mesma mente que estava em Jesus Cristo também devia estar em nós. O que foi esta mente? FOI A MENTE DA OBEDIÊNCIA A DEUS, AQUELA MENTE QUE, AO OBEDECER, NEM NEGOU A MORTE NA CRUZ. Foi a mente do jardim de Getesêmani:
Mateus 26:36-39, 42
“Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getesêmani, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
A mente de Jesus Cristo, a mente da obediência a Deus foi “NÃO COMO EU QUERO, MAS COMO TU QUERES”. Esta é a mente que a palavra de Deus nos diz para ter. Não como nós queremos mas como Deus quer. É fácil sermos obedientes se todo corre como nós queremos. Se Deus nos dá o que o nosso coração deseja, recebemo-lo com grande contentamento. No entanto como reagimos se isto não acontece? O que fazemos se os planos de Deus parecem divergir dos nossos? Aqui temos a diferença entre o obediente e o desobediente. Na felicidade ambos vão reagir da mesma maneira. Não é a felicidade que faz que as pessoas da segunda categoria da parábola do semeador (Lucas 8:13) caiam. Ao contrário, e como Jesus disse, eles “recebem a Palavra com alegria”. No entanto isto não dura muito tempo. No primeiro desafio vão-se abaixo (Mateus 13:21 e Lucas 8:13). Se a escolha de Deus não for do nosso agrado, o desobediente vai fugir enquanto o obediente fica e diz: “se for possível… todavia…não como eu quero, mas como Tu queres”.

1.A Obediência a Deus é melhor que o sacrifício

Em I Samuel há uma história bem conhecida: a história da ascendência e da queda de Saul durante o reino de Israel. Saul foi escolhido por Deus de ser o primeiro rei de Israel. Inicialmente ele era um homem humilde. De facto no dia da sua proclamação como rei ele escondia-se do povo (I Samuel 10:22)! Seja como fôr, a sua humildade não durou muito tempo. Em pouco tempo se tornou orgulhoso e apressado na liderança do seu povo em vez de estar submisso à liderança do Senhor. Em I Samuel 13 vemos a sua primeira rebelião. Saul e o povo estavam à espera da chegada de Samuel para um sacrifício ao Senhor enquanto os Filisteus estavam prontos para o combate no outro lado do rio. Porém, Samuel estava atrasado. Sentindo a pressão da situação Saul fez algo que não devia ter feito: ele próprio fez o sacrifício. O obediente espera por Deus e segue fielmente as Suas instruções, custe o que custar. Por outro lado, o desobediente é obediente quando tudo corre bem. Por isso quando as situações não evoluem da forma esperada, ele faz à sua maneira. Saul pensou ter esperado demasiado e quiz fazer algo. Samuel chegou exactamente na altura em que Saul tinha terminado o sacrifício. Porém, não lhe trazia boas notícias.
I Samuel 13:13-14
“Então disse Samuel a Saul: Procedeste nésciamente; NÃO GUARDASTE o mandamento que o Senhor TEU DEUS TE ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; agora porém, não subsistirá o teu reino; já tem o Senhor buscado para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe sobre o seu povo, porquanto NÃO GUARDASTE o que o SENHOR TE ordenou.”
Este foi provávelmente o teste critico para Saul. Se ele passasse o teste, se ele obedecesse ao Senhor, o seu reinado seria estabelecido. Se ele não obedecesse, perdia o seu reino. Tal como Samuel lhe disse: “porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. AGORA, porém, não subsistirá o teu reino”. Óbviamente Saul não passou no teste de obediência a Deus. Ao ver que Samuel não aparecia, ele tomou a sua própria decisão em vez de obedecer à vontade de Deus.
Mais tarde vamos vê-lo a repetir o mesmo pecado. Em I Samuel 15:1-3 vamos ler:
I Samuel 15:1-3
“Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ao subir ele do Egipto. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente, a tudo o que tiver, e não lhe perdoes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos.”
Deus deu a Saul ordem para destruir Amalec completamente. Os versículos 7-9 contam-nos o que ele acabou por fazer:
I Samuel 15:7-9
“Depois Saul feriu os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egipto. E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas, porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente.”
Apesar de Saul ter uma INSTRUÇÃO clara de Deus para destruir totalmente Amalec, Saul não executou a Sua vontade. Mais exactamente, só a executou até ao ponto em que LHE AGRADAVA, a ele e ao povo. Desta forma destruíram O QUE ESTAVAM DISPOSTOS a destruir e salvaguardaram o que NÃO QUERIAM DESTRUIR. Seja como for, isto não é obediência. Obediência a Deus não significa que executes a Sua vontade parcialmente só até ao ponto em que agrada a ti próprio. Ao contrário: significa fazer total e exactamente o que Deus te mandou fazer. Como está escrito em Jeremias:
Jeremias 48:10
“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente”
Obediência significa executar o que Deus te mandou fazer, através da Sua Palavra escrita ou, no caso de Saul, por revelação. Somos desobedientes quando fazemos algo que não foi dito por Deus, mesmo se aquilo que estamos a fazer for feito em nome de Deus. O Senhor não quer que sejamos trabalhadores incansáveis fazendo o que nós achamos bom para Ele. Pelo contrário, Ele quer-nos como trabalhadores obedientes, fazendo exactamente o que Ele nos mandou fazer. Saul e o seu povo executaram o trabalho do Senhor duma forma negligente. Segundo ele, não tiveram más intenções. Mais tarde ele diz: “mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do interdito, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.” ( I Samuel 15:21) O povo queria o sacrifício, NO ENTANTO NÃO QUERIA OBEDECER. Como está escrito em I Samuel:
I Samuel 15:22-23
“Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, COMO EM QUE SE OBEDEÇA À PALAVRA DO SENHOR? EIS QUE O OBEDECER É MELHOR DO QUE O SACRIFICAR, E O ATENDER, DO QUE A GORDURA DE CARNEIROS. PORQUE A REBELIÃO É COMO O PECADO DE ADIVINHAÇÃO (feitiçaria), E A OBSTINAÇÃO É COMO A INIQUIDADE DE IDOLATRIA. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei.”
Não importa quantos sacrifícios fazes ao Senhor. O que importa é a tua OBEDIÊNCIA a Ele. Só os sacrifícios que o Senhor mandou fazer são sacrifícios aceitáveis. Serviço genuíno só pode ser aquele SERVIÇO QUE O SENHOR ORDENOU. Tudo para além disso, mesmo sendo feito em nome Dele é desobediência, acção dirigida pela velha natureza com a aparência da nova. Como Jesus Cristo disse:
João 7:16-18
“Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo. QUEM fala por si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.”
Saul tentou agradar aos homens. Tinha mais consideração pela opinião deles, do que por Deus e pela Sua opinião. Ao aceitar mais tarde haver pecado, o que ele tinha medo de perder não era a sua relação com Deus mas o respeito do povo: “Depois Saul disse: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus”. David, o sucessor de Saul também cometeu adultério e assassínio. No entanto quando Nathan o confrontou (II Samuel 12:1-14) a sua preocupação, não era o seu trono mas o seu relacionamento com o Senhor (Salmos 51). Esta foi a razão pela qual David, ao procurar restabelecer a sua relação com Deus, foi absolvido, enquanto Saul, procurando o trono foi rejeitado.

2. O exemplo de Abraão

No oposto do exemplo do Saul existe o exemplo de Abraão. Provávelmente todos conhecemos a história de Abraão e Isaac. Isaac era o único filho de Abraão e Sarah. Éra também o filho prometido por Deus e pelo qual esperou por muitos anos. Mesmo assim, um dia, Deus mandou Abraão sacrificar Isaac:
Génesis 22:1-2
“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaac, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.”
Deus sabia perfeitamente quão grande era o amor de Abraão por Isaac. Ele sabia que era “o seu único filho que ele amava”. Sobretudo porque foi Deus que lhe deu Isaac. No entanto, amava Abraão mais Isaac, a benção de Deus, do que ao próprio Deus? Tendo de escolher entre os dois, quem ele iria realmente escolher? Submetia-se ele à vontade de Deus, mesmo que isso implicasse um altíssimo custo pessoal ou, revelava-se como Saul, fazendo o que ele próprio queria? Colocando a pergunta a nós mesmos: seguimos Deus porque queremos realmente conhecê-Lo e ter a Sua amizade; ou seguimo-Lo só por causa das Suas bênçãos, os “Isaacs” que Ele nos deu, ou esperamos que Ele nos dará? Honestamente o que faríamos se, como no caso de Abraão, fossemos chamados a pôr no altar a maior das bênçãos recebidas por Deus, ou que esperamos que Ele nos dê? Seriamos capazes de o fazer? Apesar das bênçãos do Senhor serem incontáveis não é suposto serem elas o nosso objectivo na relação com Ele. O nosso foco deve ser conhecê-Lo intimamente E AO SEU MARAVILHOSO FILHO, JESUS CRISTO. Como disse Paulo:
Filipenses 3:8-15
“Sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, .... para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte, para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição DENTRE os mortos.”
TUDO, mesmo a maior das bênçãos deste mundo não é mais do que lixo em comparação à EXCELÊNCIA da sapiência de Jesus Cristo o nosso Senhor. Voltando a Abraão. Vamos ver o que ele fez afinal:
Génesis 22:3-10
“Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaac, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera. Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós. Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaac, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. Então disse Isaac a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaac: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaac, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.”
Abraão fez exactamente o que Deus lhe tinha dito. Seguramente não foi a coisa mais agradável da sua vida. Ele, igual aos outros homens na Bíblia, não eram robôs a executar a vontade de Deus de forma mecânica. Eles eram como nós, humanos com livre vontade que escolheram submeter-se a Deus por vontade própria. A sua obediência não era automática mas “VINHA DO CORAÇÃO.” Esta é a única obediência de que fala a palavra de Deus. Deus não queria robôs, homens de gelo que executariam a sua vontade mecanicamente sem ser pelo coração. Ele queria gente que O AMASSE COM TODO O SEU CORAÇÃO, ALMA, MENTE E FORÇA. (Marcos 12:30) Ele queria seres com livre vontade que decidiam a partir DO CORAÇÃO submeterem-se à vontade de Deus. Voltando a Abraão, ele seguiu a Palavra de Deus apesar de parecer implicar a perca do seu único filho. Porém quando chegou ao momento decisivo o Senhor interferiu:
Génesis 22: 11-12, 15-18
“Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; PORQUANTO OBEDECESTE À MINHA VOZ.”
O propósito desta prova foi o de verificar se Abraão ia obedecer a Deus; mesmo que isso implicasse o sacrifício da Sua bênção. Saul e Abraão, foram ambos abençoados por Deus. O primeiro foi feito rei de Israel. O segundo teve a promessa de que, através da sua semente todas as nações seriam abençoadas. Todavia havia uma grande diferença entre eles. A sua diferença era que o primeiro, Saul, procurava as bênçãos e a sua defesa. Isso em contrapartida fez que entrasse em desobediência e caísse.
Por outro lado, o segundo, Abraão, procurava Aquele que abençoa, recuperando o seu filho juntamente com a confirmação de que a sua semente e ele seriam abençoados.

3.Conclusão

Examinámos no tema acima, a obediência a Deus. Mesmo não sendo o exame forma alguma exaustivo, espero que tenha ficado clara a importância do assunto. Como diz em Miqueias 6:6-8:
Miqueias 6:6-8
“Com que me apresentarei diante do Senhor, e me prostrarei perante o Deus excelso? Apresentar-me-ei diante dele com holocausto, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de miríades de ribeiros de azeite? Darei o meu primogénito pela minha transgressão, o fruto das minhas entranhas pelo pecado da minha alma? ELE TE DECLAROU, Ó HOMEM, O QUE É BOM; E QUE É O QUE O SENHOR REQUER DE TI, SENÃO QUE PRATIQUES A JUSTIÇA, E AMES A BENEVOLÊNCIA, E ANDES HUMILDEMENTE COM O TEU DEUS?”
Tudo o que Deus quer de nos é que ajamos de forma justa, que amemos a misericórdia e de andemos humildemente com Ele. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; (I Pedro 5:6). Desobediência, fazendo o que o Senhor não disse ou não fazendo o que o Senhor disse, é uma acção separada de Deus. Não importa o que façamos ou as intenções que possamos ter. O que importa é se aquilo que está a ser feito vem da obediência a Deus, como o sacrifício de Abraão, ou por desobediência, como o sacrifício que Saul disse ser sua intenção fazer.

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (João 5:24).
Paul Idni
louvado seja Deus 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

                                                 

                                            A MORTE NÃO É O FIM DA HISTÓRIA



                                                       "  Havia um certo homem rico”, disse Jesus, “que se vestia elegantemente e vivia todos os dias no prazer e no luxo. 20/21 Um mendigo, chamado Lázaro, cheio de doenças, costumava estar deitado à sua porta; e bem desejava comer ao menos as sobras da mesa desse rico, mas só tinha cachorros que vinham lamber ­lhe as feridas. 22 Por fim, o mendigo faleceu, e foi levado pelos anjos para junto de Abraão. Também o rico morreu e foi sepultado. 23 Ali, em tormentos, viu Lázaro lá longe com Abraão.
                                                                                             Lucas 16-19
Há uma coisa notável acerca desta passagem das Escrituras: ela é fácil de entender. Podemos discordar dela, negar sua veracidade ou desprezar seus ensinamentos, mas só uma pessoa obtusa não a entenderia.
A verdade básica é que a vida é mais do que simplesmente viver, e a morte é mais do que simplesmente morrer. A morte não é o fim de todas as coisas.
Há muitas especulações sobre o que acontece depois da morte. Há um profundo mistério acerca da morte e milhões de pessoas buscam os terreiros de Umbanda, os médiuns para tentar falar com os mortos. Mas isto tudo é em vão.
Jesus nesse texto abre as cortinas e levanta a ponta do véu e nos mostra o que vem depois da morte: CÉU OU INFERNO.
“GEENA” = lugar final dos ímpios. Esta palavra INFERNO vem do vale dos filhos de Hinon. A princípio era um lugar belo. Acaz e Manassés queimaram crianças a Moloque ali. Era o vale da matança. Josias profanou este lugar de idolatria e transformou aquele lugar no escoadouro dos lixos da cidade – e ali o bicho roía dia e noite e o fogo era inextinguível.
Os homens não gostam da doutrina do inferno. É um lugar de tormento eterno. É um lugar de trevas. É um lugar de choro e ranger de dentes. É um lugar onde o fogo não se apaga. É um lugar onde o bicho não deixa de roer. É um lugar de lembranças das oportunidades perdidas. É o lugar de remorso acusador. É lugar de separação eterna de Deus.
O homem sempre quis apagar as chamas do inferno. Sempre quis anular essa doutrina. Tenta fazer isso de várias formas:
1. Negando que haja uma coisa chamada pecado = Se não há pecado, não há necessidade de castigo para ele, nem necessidade de um Salvador. Mas o pecado acontece 24 horas por dia: crimes, assaltos, mentira, suborno…
2. Achando que se existe um inferno, ele é aqui na terra mesmo. É o que estamos vivendo = Mas no inferno não vai ter igreja, não vai ter Bíblia, não vai ter música, louvor, alegria, vida, amor, arrependimento, flores, água, filhos de Deus.
3. Reencarnação – v. 31
4. Purgatório – v. 26
5. Sono da alma ou aniquilamento – v. 23
6. Deus é bom demais para punir alguém. Não precisamos nos preocupar com o além.
7. Andar tão ocupado que não tem tempo para pensar nas coisas eternas = aprisiona a alma nas grades das atividades.
TODAVIA, estas respostas e esses subterfúgios nem sempre aquietam a nossa voz interior. Nem a incredulidade nem o desprezo pode apagar as chamas do inferno. Elas permaneceram para sempre.
A ira de Deus contra o pecado deve ser satisfeita em algum lugar, algum dia, de alguma forma. Quem mais falou sobre inferno foi Jesus. O inferno é uma realidade ou Jesus é um embusteiro.
I. PRIMEIRO ATO: O LADO TERRESTRE DA VIDA – O QUE ACONTECE NESSE LADO DA MORTE
1. O HOMEM RICO = No primeiro ato, tudo na vida desta homem rico é só beleza. Vivia em uma mansão. Tinha servos e servas. O mobiliário de sua casa era luxuoso. Carruagens do último tipo. Vivia na opulência e no prazer. Vestia-se com púrpura. Banquetes, festas, música. Vivia para si mesmo. TODOS OS DIAS SE REGALAVA EXPLENDIDAMENTE. Era religioso, pois conhecia a Abraão e o chamava de Pai.
Não é o rico acusado de crimes horrendos. Não é tachado de caluniador, fraudulento, assassino, adúltero, ébrio ou imoral. Mas também, não tem tempo para Deus, não tem tempo para o necessitado à sua porta. Seu Deus é o dinheiro. Sua vida é narcisista. Vive para si mesmo. Seu negócio é o hedonismo. Seu problema não é a riqueza, mas a riqueza sem Deus. Tudo corria bem… até que um dia…
O homem rico ficou doente. A morte está constantemente procurando novas vítimas. Ela entrou rudemente pela porta de frente da casa do homem rico, com as botas sujas de lama fresca, enquanto este se encontrava assentado à sua farta mesa bebendo o doce vinho da vida. A morte arrancou o copo de seus dedos cheios de anéis e lhe falou abruptamente, enquanto o homem empalidecia: VOCÊ VAI MORRER HOJE – Ele morreu.
E que funeral! Todos os parentes estavam lá. Muitos amigos. As autoridades da cidade foram dar o último adeus ao ilustre cidadão. Políticos discursaram ao lado do caixão. Elogios foram tecidos ao morto. Havia flores por toda parte. A urna mortuária era toda enfeitada e cheia de riqueza. Foi um funeral cheio de pompa. A cerimônia religiosa foi pomposa. Agora todos dizem: DESCANSOU! Ah! Não se esqueça, esse é apenas um lado da história. Há mais, muito mais.
2. LÁZARO = Vamos agora nos voltar para o outro personagem do primeiro ato: O POBRE HOMEM LÁZARO (Lc 16.20,21). Não gostamos de ficar observando esta cena. Basta saber que um dia o mendigo também acabou morrendo. Os gélidos dedos da morte também arrancaram a sua vida. Ele não tinha amigos, nem cortejo, nem flores, nem hinos, nem cerimônia fúnebre, pois ninguém se importava com ele.
Não sabemos ao certo o que fizeram com o corpo do mendigo. Do que sabemos acerca dos cães do oriente, podemos até afirmar que eles foram os seus agentes funerários, o seu cortejo e a sua sepultura. Com um estremecimento de nojo nos afastamos dizendo: QUE TRAGÉDIA!
Mas aqui vimos apenas um lado da história também. Agora Jesus levanta a ponta do véu e mostra que a vida depois da morte é real. Mostra que a sepultura não é o seu ponto final.
II. SEGUNDO ATO: O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE
No primeiro ato o lado terrestre de suas vidas, um deles era extremamente rico e o outro extremamente pobre. Um sentava-se a uma mesa farta, o outro jazia junto à porta do rico mendigando uma migalha. Um é atraente pela sua riqueza, o outro é repulsivo pela sua extrema miséria. Um andava empavonado em linho finíssimo, o outro cheio de trapos. MAS HÁ DIFERENÇAS NOS HOMENS QUE NÃO APARECEM NAS ROUPAS, NAS CASAS, NAS OCUPAÇÕES.
Depois da morte, o contraste no destino destes dois homens continuou, mas a sua situação se inverteu.
1. LÁZARO = Quando a cortina foi levantada depois da morte do pobre, vemos anjos, cheios de alegria em servir, carregando Lázaro para o céu.
LÁZARO = “Deus é meu auxílio”. Embora desprezado pelos homens, embora considerado como escória, embora na sarjeta do esquecimento, embora prostrado cheio de chagas, com fome e desejando comer as migalhas que caem da mesa do rico, embora privado do convívio humano e assediado pelos cães – Ele confiava em Deus. O RICO TINHA TUDO, MENOS DEUS; LÁZARO NÃO TINHA NADA SENÃO DEUS.
No céu havia consolo, música, vestes brancas, coroas, harpas angelicais, delícias perpetuamente, a face de Jesus. NENHUM OLHO VIU… Oh! Quão cedo Lázaro se esqueceu dos seus andrajos, da fome, dos cães, das noites frias, e do homem rico que o deixou na miséria. Ele foi afinal confortado!
2. O HOMEM RICO = Aquele que viveu aqui sem Deus, depois da morte, abriu os olhos e estava no lar dos desesperados. O mendigo repousou no seio de Abraão. O rico não teve repouso nenhum, pois como é possível descansar no inferno?
Em Hebreus 9.27 lemos: “E assim como aos homens está ordenado…”. O julgamento não acontece nesta vida. Primeiro vem a morte, depois o juízo. Quando transgredimos as leis da natureza sofremos imediatamente = QUANDO COLOCAMOS A MÃO NO FOGO.
Mas as leis de Deus podem ser aparentemente transgredidas repetidas vezes sem nenhum castigo. O homem que blasfema não parece sofrer com isto. O homem que rouba parece ter motivos para se vangloriar que vive melhor do que o que não rouba. Aquele que vive na impureza pode achar que isso é que é vida. Mas as Escrituras não dizem que toda vez que pecamos Deus envia um anjo com vara de ferro para nos bater. A Bíblia diz que Deus marcou um dia em que vai julgar os homens (At 17.31) e eles não vão poder fugir de Deus nem subornar o tribunal de Deus. Naquele terrível dia do juízo, eles vão dar conta por cada palavra frívola que proferiram. Cada ação está registrada nos livros de Deus. Cada pensamento, cada intenção está registrado. Naquele dia os livros serão abertos. Será o dia do juízo. Ah! Dia do juízo!!!
O homem rico não despertou santo. A morte não é uma varinha mágica que algum anjo agita sobre os moribundos, transformando todo o pecado em justiça, varrendo toda maldade, apagando todo o passado e transformando o pecador em filho de Deus.
As pessoas gostam de crer que tudo vai bem e que todos estarão bem, tão logo morram. Mas o fato persistente é que as identidades não se alteram com a morte. Não foi outro homem que se despertou na eternidade. Foi o mesmo. E despertou para saber que…
a) O inferno é um lugar de tormento – v. 23
b) O inferno é um lugar de onde se vê o gozo do céu – v. 23b
c) O inferno é um lugar onde não há consolo – v. 24,25
d) O inferno é um lugar de onde não se pode sair – v. 26
e) O inferno é um lugar onde o pedido de socorro não é atendido – v. 27
f) O inferno é um lugar de lembranças amargas – v. 27,28
g) O inferno é um lugar de onde não se pode mais ajudar a família – v. 28-30.
Para este homem já era tarde demais para ajudar a sua família. O desejo estava ali, mas a oportunidade passara para sempre.
Observem que ele não ignorava o caminho da salvação. Ele sabia que seus 5 irmãos precisavam de alguém que lhes falasse acerca da salvação. Ele perdera a sua oportunidade e perdera a sua alma e a oportunidade de ajudar a sua família.
Talvez ele fosse covarde. Talvez tivesse medo do que a sua família pudesse pensar caso ele se voltasse para Deus. Mas agora já não tinha mais medo. Talvez por causa da sua posição de rico, ele tivesse considerado a crítica dos seus amigos como um preço alto demais para pagar se andasse nos caminhos do Senhor. Mas agora tudo havia acabado. Era tarde demais.
Não há poder que nos salve depois da morte. A grito TEM MISERICÓRDIA DE MIM obteve uma única resposta: FILHO LEMBRA-TE. O abismo fora fixado. Os limites estabelecidos. O destino determinado. O QUE É A ETERNIDADE?
CONCLUSÃO
· Homem não tem de fazer nada para ir para o inferno. Com suas virtudes e predicados morais, ele é um pecador perdido. Mesmo sendo religioso e honrado cidadão ele está condenado, se não crer em Jesus. Não é preciso roubar, matar, adulterar. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
· Para ir para o céu é preciso NASCER DE NOVO. CRER EM CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR. (At 4.12; Jo 14.6; Jo 5.24)

LOUVADO SEJA DEUS 
PAUL IDNI MAIA VIANA

segunda-feira, 14 de maio de 2018

                           OS JUSTOS E OS ÍMPIOS 



Você sabe a diferença entre os ímpios e os justos? Os justos são aqueles que pregam a justiça divina. Já os ímpios são aquelas pessoas desnaturadas, insensíveis, indiferentes, que praticam barbaridades contra os outros. Alguns podem dizer: mas não somos nós todos iguais perante a Deus? Todo ser humano foi feito por Deus e criado para segui-lo. Mas existe diferença entre aquele que vive de acordo com a vontade e a palavra de Deus e aquele que contraria a desafia os desejos do criador. O próprio Deus nos diz isso através do Salmo 1.

PALAVRAS DO SALMO 1

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”

SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO DO SALMO 1

1-  BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE NÃO ANDA NO CONSELHO DOS ÍMPIOS

Quem não segue o conselho dos ímpios são aqueles que não se deixam moldar pelos padrões mundanos e pecadores, não se deixar influenciar por conselhos que vão contra a vontade de Deus.

2–  NÃO SE DETÉM O CAMINHO DOS PECADORES

Todos os seres humanos são pecadores, somos imperfeitos e estamos sujeitos ao erro. Mas podemos errar ao tentar acertar e não seguir o caminho do pecado tendo esta consciência. Isso é fugir do caminho dos pecadores, saber que ele é errado e se afastar dele.

3- NEM SE ASSENTA NA RODA DOS ESCARNECEDORES

Quem escarnece de Deus, das coisas sagradas ou mesmo de outras pessoas, desrespeitam o Pai. Por isso, afaste-se destas pessoas que só pregam o mal e falam mal dos outros, especialmente quem fala coisas vão contra a vontade de Deus.

4- ANTES TEM O SEU PRAZER NA LEI DO SENHOR, E NA SUA LEI MEDITA DE DIA E DE NOITE. (SALMO 1:2)

Quando uma pessoa não tem prazer ao ouvir e seguir os ensinamentos de Deus considera-se que ela perdeu a sua fé, ou teve uma morte espiritual. Precisamos meditar sobre as palavras de Deus para encontrar consolo e prazer através dela. Temos de nos alimentar diariamente da sabedoria divina para manter viva a nossa fé e nosso espírito, da mesma maneira que precisamos nos alimentar para manter nosso corpo físico vivo.

5-  ELE É COMO ÁRVORE PLANTADA JUNTO A CORRENTE DE ÁGUAS, QUE, NO DEVIDO TEMPO, DÁ O SEU FRUTO, E CUJA FOLHAGEM NÃO MURCHA; E TUDO QUANTO ELE FAZ SERÁ BEM-SUCEDIDO. (SALMO 1. 3.)

Quem não quer ser uma árvore plantada junto à uma fonte de água e que nunca murcha? Essa é uma metáfora que mostra que quem está junto a Deus, alimentando-se de sua sabedoria divina estará sempre dando frutos, a seu tempo. Deus propicia isso aos justos, a aqueles que o amam, que defendem seus ensinamentos e têm prazer em viver segundo a vontade divina.

6-  OS ÍMPIOS NÃO SÃO ASSIM; SÃO, PORÉM, COMO A PALHA QUE O VENTO DISPERSA. (SALMO 1. 4.)

É importante observar que nem todas as plantas sobrevivem, algumas secam até morrer. Com os ímpios, acontece a mesma coisa. Não se alimentam da misericórdia divina, escarnecem de Deus e das coisas sagradas e a eles não vem nenhuma água para alimentar. Definham aos poucos até se tornar palha seca.

7-   POIS O SENHOR CONHECE O CAMINHO DOS JUSTOS, MAS O CAMINHO DOS ÍMPIOS PERECERÁ. (SALMO. 1. 6.)

O caminho dos ímpios é um destino que não vale a pena. Muitos afastam-se dos desígnios de Deus achando que isso não terá consequências. Mas a verdade é que Deus é Fiel, e se ele disse que o caminho dos ímpios perecerá, mais cedo ou mais tarde Satanás puxa o tapete de quem vive sem alimentar o seu espírito com a sabedoria divina.
Agora que você já conhece a interpretação do Salmo 1, ore e fale com o Deus poderoso que ele irá trazer uma vida abençoada e bem-aventurada para o seu caminho. Veja o salmo completo abaixo:
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”


LOUVADO SEJA DEUS 

Paul Idni Maia Viana

quinta-feira, 3 de maio de 2018

   

                       Jesus quer ter um encontro com você 







Ter um encontro com Deus é desistir de acreditar no próprio coração, para então crer que pela graça Jesus nos salvou,e que não tem currículo que nos capacite a sermos salvos, não tem explicação humana: é Graça e é de graça. Ter um encontro com Deus, não é fazer parte de uma denominação, é decidir lutar contra a própria carne dia após dia, é lutar com Deus para vermos nosso caráter transformado. E não procrastinar mudar de vida, não aceitando mais a natureza do pecado como desculpa para pecar.
Jacó lutou com Deus, sim, ele lutou. Quem gosta de ouvir somente o que gosta, pensa que ele queria um carro novo ou uma grana vinda de uma maneira inusitada, contudo Jacó entendeu que precisava mudar de caráter, já tinha família, já era adulto o suficiente para entender que não podia continuar levando uma vida de mentira.
Viver sem Deus é a maior farsa que o ser humano pode ser. Achar que encontramos Deus sem mudarmos de vida, é a maior lenda que a gente conta pra si próprio na tentativa de enganar os outros. Jacó viveu esse auto-engano até que decidiu lutar com quem podia resolver a sua vida. Cheio de convicção, só aceitou caminhar com a marca que Deus fez na sua vida. Deus tocou na sua coxa, e assim mudou a sua caminhada.
O encontro de Jacó, não significou “trocar” com Deus, do tipo: dou a minha fé e Tu realizas o milagre que desejo. Caminhar com Deus não é para quem acredita na lenda do gênio da lâmpada, é para quem desisti de caminhar por suas próprias pernas e decide caminhar o caminho chamado Jesus. É para quem entende que a arrogância nos pára, mas a Graça nos faz caminhar, que a soberba nos paralisa, enquanto que a fé abre caminhos dantes inexistentes, é para quem se identifica como dependente Dele e assim amadurece e frutifica na sua verdade.
É para quem não tem barganhas a fazer, só querendo encontrar-se de verdade.
Ele é o caminho a verdade e a vida.
LOUVADO SEJA DEUS 
Paul Idni Maia Viana

terça-feira, 1 de maio de 2018

TODO O PODER PERTENCE AO SENHOR JESUS .

“Aconteceu que, enquanto alguns homens estavam sepultando um morto, avistara um desses bandos: jogaram o corpo dentro do tumulo de Eliseu e partiram. O corpo tocou nos ossos de Eliseu, recobrando avida e pô-se de pé “(2 Reis 13,21) Bíblia de Jerusalém.

Com o texto bíblico tudo está mais claro, foi jogado o morto dentro do tumulo de Eliseu, e fugiram, não que o homem caiu na cova...
 o tempo em que Joás era rei de Israel, o profeta Eliseu ficou muito doente. O rei Jeoás foi visitá-lo e chorou muito porque o profeta estava prestes a morrer.

Eliseu foi um grande profeta. O seu nome nunca será esquecido nas terras de Israel porque ele era um verdadeiro homem de Deus. Eliseu realizou muitos milagres e anunciou acontecimentos sobrenaturais porque recebeu porção dobrada do Espírito de Deus através do profeta Elias, de quem Eliseu se tornou sucessor. Depois que Elias subiu ao céu, Eliseu ficou com a capa dele e fez seu primeiro milagre dividindo as águas do rio Jordão e passando no meio delas.

Eliseu, por ser um profeta de Deus, era muito respeitado em Israel. Certa vez, um grupo de garotos começou a zombar dele dizendo “Sobe careca! Sobe careca!”. Eles falavam isso em referência ao fato de Elias ter subido ao céu. Tamanha afronta a um representante de Deus naquela época não ficava impune. Por isso, Eliseu os amaldiçoou em nome do Senhor e, em seguida, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois daqueles garotos que gozavam de Eliseu.

Eliseu tornou-se um homem poderoso no seu tempo porque Deus fazia maravilhas através dele. Os principais milagres realizados por Eliseu foram a multiplicação do azeite de uma viúva, a ressurreição do filho de uma sunamita, a cura do capitão sírio Naamã e o milagre de fazer o ferro de um machado flutuar no rio Jordão. Eliseu também tirou o veneno que havia em um caldo de ervas feito pelos filhos dos profetas apenas jogando farinha na panela.

Eliseu anunciou dias de fartura de alimentos e dias de fome. Por causa da extrema fome que arrasava Israel, a ponto de as pessoas apelarem para o canibalismo, o rei Jorão culpou a Eliseu. O rei jurou que Eliseu ficaria sem a cabeça em menos de um dia. Em resposta, Eliseu mandou dizer que grande abundância de alimentos haveria em Israel no dia seguinte. Foram encontrados alimentos em abundância abandonados no arraial dos sírios. O povo faminto, saiu na direção dos alimentos e atropelou um senhor que trabalhava para o rei. Por ter duvidado da palavra de Deus, Eliseu havia profetizado que esse senhor morreria sem participar daquele grande banquete.

De todos esses fenômenos, o mais extraordinário foi que, pelo espírito do Senhor, Eliseu fez um grande milagre sendo um defunto.

Depois de ser visitado pelo rei Joás, Eliseu faleceu por causa da grave doença que sofria. As pessoas sepultaram o corpo de Eliseu e ali lamentaram a sua morte. Depois disso, os moabitas invadiram a terra de Israel no início do ano. E eis que, realizando eles o enterro de um homem, perceberam que vinha na direção deles um bando. Apavorados, jogaram o corpo do defunto na cova em que jazia o cadáver de Eliseu, que já não era mais que ossos. O defunto, ao cair na cova de Eliseu e tocar nos ossos do profeta, imediatamente reviveu e se levantou. Os moabitas que temeram o bando, ao verem o defunto de volta, encontraram motivo maior para correrem em disparada.

A incrível história do defunto que ressuscitou outro defunto foi assim contada nas histórias dos reis de Israel e lembrada até os dias de hoje nas páginas da Bíblia como um grande sinal do poder de Deus.


O porquê da ressurreição
Olhando o fato acontecido, ressurreição de um morto, milagre atribuído ao profeta Eliseu, mostra a importância que Eliseu, tem tanto na casa real, profetizando ao rei e seus súditos, como junto com o povo, com o qual convivia, anunciando a intervenção divina em favor de seu povo..
Muito autores fazem ligação de Eliseu, e seus milagres, a Jesus e seus milagres. Estes foram utilizados, para que o povo que o acompanhava abrisse seu coração a fé, e ao crer, na força divina que estavam em Jesus ou no profeta Eliseu.

Concluindo
A fantástica história do defunto (profeta Eliseu) que ressuscitou outro defunto , pertencem as legendárias histórias dos reis de Israel e lembrada até os dias de hoje nas páginas da Bíblia como um grande sinal do poder de Deus em prol ao seu povo.

Textos sugeridos

II Re 13:20-21: O milagre do defunto
II Re 2:9-14: A despedida de Elias e o primeiro milagre de Eliseu
II Re 2:23-25:A terrível morte dos garotos que zombaram de Eliseu
II Re 4:1-7: A multiplicação do azeite da sunamita
II Re 5:1-14:A cura de Naamã
II Re 6:1-7: Eliseu faz o ferro de um machado flutuar

Louvado seja Deus

Paul Idni Maia Viana 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

                                               


                                                   OFERTAR COM ALEGRIA 





“Cada um contribua segundo propôs no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama o que dá com alegria” (2 Co 9. 7).
Dizimo, décima parte de tudo aquilo que é devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos ou bens.
Iremos falar de um tema muito conhecido e ainda tratado de forma equivocada por alguns. As distorções provenientes da Teologia da Prosperidade comprometem as práticas bíblicas de o crente ofertar e dizimar para a Obra do Senhor.
A “casa do tesouro” em Malaquias 3. 10, era uma parte do Templo que era armazenado grãos e outros alimentos entregue como dízimo. Os sacerdotes viviam dessas ofertas. Precisamos também dar do muito que Deus te nos concedido, a fim de sustentar aqueles que servem a Deus e ministram as necessidades espirituais de outras pessoas.
Em 2 Coríntios 9. 6-8, nós encontramos algumas características da contribuição cristã.
1. Liberalmente. (v. 6). Como incentivo a contribuição liberal, o apóstolo vincula com a lei de semear e ceifar. O dar abençoa quem dá. “Cada flor que você planta ao longo do caminho de outrem, derrama a sua fragrância sobre você”. No Antigo Testamento, a entrega do dízimo obedecia a uma lei. Todo israelita tinha a obrigação de entregar o seu dízimo na casa do Senhor (Dt 14. 22). O dízimo, mas que uma regra a ser obedecida, é o princípio de gratidão, fé e obediência. O doador o faz porque reconhece o senhorio de Deus sobre suas finanças.
2. Com boa vontade. “Cada um contribua com o que propôs no seu coração”. O doador generoso é movido pelo impulso bondoso do seu coração e por princípios profundos, e não pelas ferroadas de sua consciência ou pelo desejo de parecer generoso aos olhos dos outros. Muitas pessoas contribuem sob a influência de um apelo comovente, mas têm pena de sua própria generosidade logo que dão o dinheiro.
3. Com alegria. “Não com tristeza ou por necessidade”. Aquele que contribui com alegria considera que o contribuir é um prazer, e não algo doloroso; gosta de dar, e sente-se triste quando não tem nada para ofertar. Há, porém, aqueles que se separam das suas ofertas com quem está dando o seu sangue vital. Aquele que dá relutantemente não está dando. O maior dos ensinadores gregos recusou permitir que o título “liberal” fosse dado ao homem que dava grandes somas sem sentir nisto prazer nenhum. “A dor que ele sente comprova que gostaria mais de ficar com o dinheiro do que praticar o ato nobre. A boa disposição naquele que dá aumenta o valor da dádiva”.
Conclusão: A generosidade requerida por Paulo não se constitui em atitudes vazias ou meras formalidades sociais. Ninguém o faz por foça de uma lei ou preceitos, mas sim por gratidão ao Senhor, por fidelidade e reconhecimento, As ofertas devem ser espontânea, de coração aberto e sem avareza.

Louvado seja Deus

Paul Idni Maia Viana

                                              HÁ MORTE NA PANELA  “Depois Eliseu voltou para Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. ...