terça-feira, 10 de julho de 2018

As razões dos não-dizimistas



Referência: HEBREUS 7.1-10
A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

Louvado seja Deus 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

    


     Prosperando no Deserto




Zafenate-Panéia
Nome que Faraó deu a José quando o elevou em autoridade a uma posição só inferior à dele mesmo. (Gên 41:45) Para os que falavam hebraico, a pronúncia do nome evidentemente significava “Revelador de Coisas Ocultas”, mas para os egípcios talvez significasse: “O Deus Disse: Ele Viverá!”

O casamento de José – no Egito (Gn 41:45)


Introdução

Este breve relato busca informar ao leitor sobre o casamento do Patriarca José (do Egito), com uma gentia, filha de um sacerdote idólatra.
Através deste pequeno texto, o leitor poderá entender o porquê isto aconteceu, e também o fato  de haver um momento na história, em que o casamento de José passou a não ter mais nenhuma valia para o novo Faraó que se levantara – oprimindo assim o povo hebreu.
Este casamento é visto por alguns como um simbolismo entre a Igreja e Cristo, e por outros, como uma questão de providência Divina, para o povo de Deus, e um momento de fome e escassez de diversos recursos.
Mas no final deste relato, veremos que a Mão de Deus sempre esteve presente na história da humanidade! 

Texto I

Apresentação da Perícope 

“E o Faraó impôs a José o nome de Safanet-Fanec, e lhe deu como mulher Asenet, filha de Putifar, sacerdote de On[1] Gn 41:45

Na tradução de João Ferreira de Almeida, dispomos deste versículo no seguinte modo:

“E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito. (Gen 41:45 ACF)”

Conforme vimos, nas duas traduções, encontramos um versículo carregados de termos egípcios. Vamos analisar na tradução literal do texto hebraico, se existe alguma mudança significativa em relação ao que temos nas nossas bíblias:

Texto hebraico
Tradução literal
  WTT Genesis 41:45 וַיִּקְרָ֙א פַרְעֹ֣ה שֵׁם־יוֹסֵף֘ צָֽפְנַ֣ת פַּעְנֵחַ֒ וַיִּתֶּן־ל֣וֹ אֶת־אָֽסְנַ֗ת בַּת־פּ֥וֹטִי פֶ֛רַע כֹּהֵ֥ן אֹ֖ן לְאִשָּׁ֑ה וַיֵּצֵ֥א יוֹסֵ֖ף עַל־אֶ֥רֶץ מִצְרָֽיִם׃

E chamou o faraó o nome de José Zafenate-Paneia, e deu para ele a Asenate, a filha de Potífera, o sacerdote de Om, como mulher; e saiu José pela terra de o Egito. (Gn.41:45)

Como visto, não existe nenhuma palavra no hebraico, que pode tornar esta versículo enigmático, como o inesquecível Êxodo 4:24, entre outros.
Trata-se apenas da narrativa da união de um hebreu (que recebeu um nome egípcio – por questões culturais), com uma filha de um sacerdote egípcio, para formalizar a aliança entre estes dois povos.

Visões para este casamento

a) Há quem vê neste casamento, um simbolismo entre Jesus e a Igreja, ou seja, José tomou uma esposa gentia para si, no tempo em que ele esteve rejeitado pelos seus irmãos. Isto nos fala da formação da igreja, também neste período de rejeição de Jesus por parte dos judeus.
b) Porém eu prefiro ficar com a opinião de que o casamento de José foi por questões políticas e culturais da época, para que José pudesse exercer seu novo cargo (Governador do Egito) e ter pleno êxito em suas incumbências, semelhantemente como aconteceu com o rei Salomão, porém com José não houve um exagero de casamentos e uma poligamia desordenada.

Coloquei na nota de rodapé os nomes egípcios conforme apresentados pela Bíblia de Jerusalém, porém achei importante dar um melhor destaque a cada uma desta pessoas envolvidas na história do casamento de José:
Potífera – Foi um sacerdote da cidade de Om, no Egito Antigo. Seu nome significa aquele que Rá (deusa) deu. Foi pai de Azenate, a qual foi dada como esposa a José, quando este tornou-se homem de confiança de faraó. Foi ela quem acalmou José ao ver a ira contra seus dois irmãos, quando estes se reencontraram. Tiveram dois filhos: Manasses e Efraim
Om ou Heliópolis era uma cidade muito importante do ponto de vista religioso e político na época. O seu deus principal era o deus Rá, porém acredito que eles não tiveram dificuldades em aceitar também no seu panteão o Deus Hebreu (YHWH). Nada se fala se José passou a adorar outros deuses, assim como o rei Salomão fez, após seus inúmeros casamentos com mulheres estrangeiras e idólatras.

José viveu ainda cerca de 71 anos depois que sua família chegou ao Egito. Ali, os filhos de Israel cresceram e se multiplicaram muito.

Texto em hebraico
Tradução literal
  WTT Exodus 1:7 וּבְנֵ֣י יִשְׂרָאֵ֗ל פָּר֧וּ וַֽיִּשְׁרְצ֛וּ וַיִּרְבּ֥וּ וַיַּֽעַצְמ֖וּ בִּמְאֹ֣ד מְאֹ֑ד וַתִּמָּלֵ֥א הָאָ֖רֶץ אֹתָֽם׃ פ

E os filhos de Israel frutificaram, e fervilharam, e aumentaram, e se fortaleceram em muito muito; e se encheu a terra deles.

Isto nos mostra, que se não fosse pela vontade soberana de Deus, Israel nunca mais deixaria o Egito. Precisou então levantar um novo rei, que não conhecia José, e aflingir  o povo hebreu, para que eles pudessem se libertarem do Egito, em rumo a terra que YHWH havia prometido ao patriarca Abraão.


Texto II

Israel afligido no Egito 

Em meio a muitas discussões, há um consenso mais ou menos geral, de que os “hicsos”[2], ou rei pastores, governavam o Egito no tempo em que José ali chegou, tendo sido Apepi II, da XVI Dinastia, por volta do ano 1700 a.C., o Faraó que o colocou no poder.
Enquanto os hicsos governavam, os hebreus foram favorecidos no país. Porém, os hicsos foram expulsos pela XVIII Dinastia.
Com uma mudança tão radical de governo, surgiu um novo rei sobre o Egito, que não conhecera José.
Esta nova Dinastia, por certo, estava disposta a impedir que os hicsos voltassem ao poder. Temendo que houvesse uma tentativa nesse sentido e que “vindo a guerra”, os israelitas então muito numerosos, pudessem se juntar aos “nosssos inimigos e pelege contra nós” – (Ex: 1:10)., procuraram encontrar uma maneira de subjugar e enfraquecer o povo hebreu.
O fundador da XVIII Dinastia e que teria derrotado os hicsos, tem sido identificado como sendo o Faraó Amósis, antecessor de Amenotepe I, que escravizou o povo hebreu para enfraquecê-lo, o que mais tarde deu origem a conhecida história do Êxodo.[3]

Conclusão

Após o problema da fome e da escassez em Cannaã terem sido “resolvidos”, com a migração do povo hebreu para o Egito, o povo israelita passou a sentir-se em uma situação confortável, aderindo a cultura egípcia, e com a mais absoluta certeza, esquecendo do seu Único e Verdadeiro Deus.
Se os hebreus não tivessem sido oprimidos e escravizados no Egito, com certeza o plano de Deus (YHWH) de formar um povo particular – através da chama de Abraão, em Ur. dos Caldeus, teria sido frustrado, e Israel nunca teria sua independência como nação.
E o Messias!?
Simplesmente não teria vindo ao mundo, e satanás sairia vitorioso.
Afirmo aos leitores que quase que satanás venceu, mas, o Nosso Senhor é Soberano, e fez com que os hebreus saíssem do Egito, formassem uma nação particular, santa, perseguida, mas que nos trouxe o Redentor. 




[1] Nomes egípcios: Çofnat Paneah = “Deus disse está vivo”; Asnat = Pertencente à deusa Neith”; Potifera, o nome igual ao de Putifar, de 37 a 56 = “Dom de Rã” ( deus solar). O sogro de José é sacerdote de On = Heliópolis, centro do culto solar, cujos sacerdotes tinham um papel político importante. José aliou-se à mais alta nobreza do Egito. Mas esses tipos de nomes não são documentados antes das disnastias XX-XXI. Eles são o produto da erudição do autor. Fonte: Bíblia de Jerusalém p88 - Paulus
[2] Os hicsos (do egípcio heqa khasewet, "soberanos estrangeiros";"reis pastores") foram um povo asiático que invadiu a região oriental do Delta do Nilo durante a décima segunda dinastia do Egito, iniciando o Segundo Período Intermediário da história do Antigo Egito. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hicsos (acessada em 18/10).
[3] Merril, Eugene – História de Israel no Antigo Testamento.  P. 50  CPAD


LOUVADO SEJA DEUS 
PAUL IDNI




                                         ZAQUEU ENCONTROU A SALVAÇÃO


 

                                                                                          

A história da conversão de Zaqueu se passa em Jericó, uma cidade que ficava na província da Judéia, no vale do rio Jordão.
Jericó possuía uma vasta área verde com plantações de cereais.
Havia ainda muitas videiras, figueiras, tamareiras e palmeiras. Uma cidade onde várias muralhas foram derrubadas.
Podemos aprender lições muito valiosas, se nos atentarmos aos fatos descritos no texto do livro de Lucas 19:1-10.
OS PUBLICANOS
Durante a dominação de Roma sobre a Judéia, a sociedade era dividida em várias classes, dentre estas, os publicanos eram, de uma forma geral, os responsáveis pela cobrança e arrecadação de taxas, tributos e impostos.
"E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico."
Lucas 19:1-2
Os publicanos sofriam um repúdio muito forte dos fariseus. Muitos publicanos cobravam mais impostos do que deveriam, praticando extorsão. Enriqueciam ilicitamente. Eram considerados traidores, gatunos e ladrões. Este ódio se estendia a suas famílias também.
zaqueu sobe no sicomoroZaqueu sobe no Sicômoro para ver Jesus

Os publicanos eram impedidos de participar do templo e expulsos das sinagogas. Apontados por onde passavam, isolados dos seus compatriotas, eram contados como vis pecadores.
ZAQUEU E SUA VIDA
Zaqueu como todo bom judeu, foi ensinado no caminho da lei de Moisés e dos profetas. Zaqueu foi apresentado no templo, foi circuncidado e participou das festas e ordenanças que o judaísmo previa.
A verdadeira religião era o maior preceito na vida de um judeu. Muitos profetas no passado, expressaram o júbilo e a alegria de servir a Deus corretamente.
Porém Zaqueu começou a notar que o judaísmo já não era o mesmo. Estava corrompido. O templo estava cheio de comerciantes salteadores. Os fariseus andavam muito bem trajados, porém com o coração cheio de rapina e perversidade. Jesus mesmo, já os havia chamado de sepulcros caiados.
Os ensinamentos de Moisés e dos profetas eram profanados. Os principais sacerdotes eram corruptos homicidas. Os cegos e coxos eram jogados a própria sorte. O cuidado da viúva e do órfão era negligenciado. O povo era manipulado pelo sinédrio. A hipocrisia tomava conta da nação.
Assim Zaqueu também se corrompia, pensou na riqueza e no luxo. Aliou-se a Roma tornando-se um publicano.
O PAI BUSCA OS VERDADEIROS ADORADORES 

Entretanto, Zaqueu conhecia a palavra de Deus. No íntimo do seu coração, ele sentia a falta da comunhão perfeita e agradável com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E ele demonstra isso quando procura ver quem era Jesus.
"E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali." Lucas 19:3-4
"E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa" Lucas 19:3-5
Quando o ser humano toma a atitude mínima de ver quem é Deus, verdadeiramente em seu coração, é o próprio homem quem acaba por ser encontrado.
Zaqueu para ver Jesus, teve que superar obstáculos de cunho pessoal, "era de pequena estatura" e obstáculos de cunho circunstancial, a multidão.
Veja que Zaqueu utiliza de estratégias para se por à frente da multidão. Ele calcula por onde Jesus passaria. Para superar a multidão, ele "corre", ou seja, ele emprega suas energias. Isso nos ensina que por vezes, para superarmos dificuldades, é necessário empreender um certo esforço.
Outro fato que vale destacar é que Zaqueu sobe em um sicômoro, um tipo de figueira brava. A figueira brava era uma árvore que dava um fruto de qualidade inferior, mas que por fim, acabou servindo para que ele pudesse encontrar com Jesus.
Isso também nos mostra que as coisas que muitas vezes parecem sem muito valor, podem ser usadas por Deus, para nos projetar a situações de vitórias. Deus utiliza das pequenas coisas para confundir as grandes. Deus usa os fracos para confundir os fortes.
zaqueu o publicanoZaqueu Hoje me Convém Pousar em Sua Casa

Apesar da mumuração dos fariseus, Jesus mais uma vez estende a sua mão de amor e misericórdia e opera, um dos maiores milagres de seu ministério. Claro, não houve cura nesse dia, mas houve algo maior que a cura física. A cura física é temporária, enquanto que a cura espiritual, isto é, a salvação do homem é eterna, para todo o sempre!
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Lucas 19:10




A CONVERSÃO DE ZAQUEU
Outra característica que a conversão de Zaqueu ensina, é que quando há arrependimento de pecados, há também mudança de atitude.
Quando uma pessoa verdadeiramente se arrepende, há uma busca por mudar e transformar a sua vida. Mesmo com tantas riquezas, prazeres carnais à disposição, o luxo e nada disso pôde preencher o vazio que havia no coração de Zaqueu.
Quando recebeu o dom da Salvação, com seu coração cheio de alegria, ele mudou o seu ser.
"E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." Lucas 19:8-9
A devolução de quatro vezes o valor defraudado, está em conformidade com a lei que previa esta restituição.
"Se alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas." Êxodo 22:1
Aqueles que reconhecem a Jesus, como senhor e salvador, são transformados em seu caráter. Tornam-se em "ex-alguma coisa". Mesmo que não se tenha praticado algum pecado tido como "grave", se alguém abre o coração pra Cristo, então este alguém tem que ser um "ex-alguma coisa".
Pode ser um "ex-angustiado". Pode ser um "ex-mau marido". Ou um "ex- mau filho". Pode ser também um "ex-mau pai", quem sabe pode ser uma infinidade de situações.
Temos todos a oportunidade e o convite de Jesus para melhorar a nossa conduta moral na família, no trabalho, na escola, na igreja e em qualquer ambiente social que estivermos.
Fica a lição final, da necessidade de reflexão e arrependimento diário em nossas vidas.
PAUL IDNI 
LOUVADO SEJA DEUS 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Amaldiçoando a Nós Mesmos

Números 22



Balaque, rei de Moabe, estava amedrontado. Ele sabia que Israel era um povo numeroso e este rei estava a par do sucesso deste povo. Agora Israel estava acampado na fronteira de seu país! Ele enviou mensageiros ao profeta Balaão, pedindo-lhe que viesse amaldiçoar Israel (Números 22). Balaão, instruído pelo Senhor, recusou mas Balaque mandou mais mensageiros, oferecendo recompensas ainda maiores. Balaão estava possuído por sua cobiça e desejava fazer o que Balaque pedia. Quando Balaão consultou o Senhor novamente, foi-lhe dito que fosse com os mensageiros.
Quando Balaão chegou a Moabe, a única coisa que ele pôde fazer foi abençoar Israel! Três vezes Balaque fez preparações para Balaão amaldiçoar Israel e todas as vezes o Senhor não permitiu que ele amaldiçoasse Israel; em vez disso, o profeta pronunciou bênçãos sobre Israel. Balaque enfureceu-se com Balaão e mandou-o embora (Números 23-24).
Este, porém, não é o fim da história. Mais tarde, o povo de Israel pecou, cometendo fornicação e idolatria com as mulheres moabitas, e Deus enviou uma praga que matou 24.000 israelitas (Números 25). A Bíblia informa que foi Balaão quem aconselhou Balaque a instigar Israel a participar da idolatria (Números 31:16; Apocalipse 2:14; Judas 11; 2 Pedro 2:15). Balaão foi incapaz de amaldiçoar Israel diretamente, mas evidentemente entendeu o valor de colocar uma pedra de tropeço diante da nação!
O perigo da ganância é obvio na vida de Balaão. Ele foi reprovado pela sua própria jumenta (Números 22:21-34) e mais tarde foi morto numa batalha com os israelitas. Contudo, talvez, uma lição mais sutil nos espera nesta história. Deus protegeu seu povo não permitindo que Balaão o amaldiçoasse, mas Israel trouxe maldições sobre si mesmo ao desobedecer o Senhor. Do mesmo modo, Deus prometeu proteger seu povo escolhido de nossos dias, a igreja (João 10:28-29). Satanás está limitado em seu poder para afligir o povo de Deus, exatamente como Balaão estava (Tiago 4:7). Contudo, o tentador colocará pedras de tropeço diante de nós e . . . se cairmos, traremos a maldição do pecado sobre nós mesmos!

Paul idni Mia Viana


Louvado seja Deus 


quinta-feira, 21 de junho de 2018



Obediência a Deus. 

Romanos 6:15-18
“Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado levando para a morte, ou da obediência levando para a justiça? Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça”
De acordo com esta passagem uma pessoa é servidora da pessoa à qual ela obedece. Existem duas opções à escolha uma, em obedecer ao pecado, o que significa que ela vai servir ao pecado, ou, a segunda, obedecendo de todo o coração a Deus e à sua doutrina, passando a ser um servidor da justiça. Dito com outras palavras: é impossível uma pessoa servir honestamente a Deus se o seu coração não obedece a Ele. Não importa quão activos somos em actividades religiosas, o que importa é quão OBEDIENTES somos a Ele, porque é a nossa obediência e a quem nós obedecemos que determinam a quem servimos na realidade. Como Tiago 4:7-8 nós diz:
Tiago 4:7-8
“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.”
Precisamos de chegar perto de Deus para que Ele chegue perto de nós. Não O podemos servir à distância, sem O conhecer. Só podemos servir àquele a quem obedecemos e a quem nos submetemos. Em Filipenses 2:5-11 está escrito:
Filipenses 2:5-11
“Tende em vós aquele sentimento, atitude e propósito pensamento humilde (fá-Lo o teu exemplo de humildade) que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente ATÉ À MORTE, E MORTE DE CRUZ. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
A mesma mente que estava em Jesus Cristo também devia estar em nós. O que foi esta mente? FOI A MENTE DA OBEDIÊNCIA A DEUS, AQUELA MENTE QUE, AO OBEDECER, NEM NEGOU A MORTE NA CRUZ. Foi a mente do jardim de Getesêmani:
Mateus 26:36-39, 42
“Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getesêmani, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
A mente de Jesus Cristo, a mente da obediência a Deus foi “NÃO COMO EU QUERO, MAS COMO TU QUERES”. Esta é a mente que a palavra de Deus nos diz para ter. Não como nós queremos mas como Deus quer. É fácil sermos obedientes se todo corre como nós queremos. Se Deus nos dá o que o nosso coração deseja, recebemo-lo com grande contentamento. No entanto como reagimos se isto não acontece? O que fazemos se os planos de Deus parecem divergir dos nossos? Aqui temos a diferença entre o obediente e o desobediente. Na felicidade ambos vão reagir da mesma maneira. Não é a felicidade que faz que as pessoas da segunda categoria da parábola do semeador (Lucas 8:13) caiam. Ao contrário, e como Jesus disse, eles “recebem a Palavra com alegria”. No entanto isto não dura muito tempo. No primeiro desafio vão-se abaixo (Mateus 13:21 e Lucas 8:13). Se a escolha de Deus não for do nosso agrado, o desobediente vai fugir enquanto o obediente fica e diz: “se for possível… todavia…não como eu quero, mas como Tu queres”.

1.A Obediência a Deus é melhor que o sacrifício

Em I Samuel há uma história bem conhecida: a história da ascendência e da queda de Saul durante o reino de Israel. Saul foi escolhido por Deus de ser o primeiro rei de Israel. Inicialmente ele era um homem humilde. De facto no dia da sua proclamação como rei ele escondia-se do povo (I Samuel 10:22)! Seja como fôr, a sua humildade não durou muito tempo. Em pouco tempo se tornou orgulhoso e apressado na liderança do seu povo em vez de estar submisso à liderança do Senhor. Em I Samuel 13 vemos a sua primeira rebelião. Saul e o povo estavam à espera da chegada de Samuel para um sacrifício ao Senhor enquanto os Filisteus estavam prontos para o combate no outro lado do rio. Porém, Samuel estava atrasado. Sentindo a pressão da situação Saul fez algo que não devia ter feito: ele próprio fez o sacrifício. O obediente espera por Deus e segue fielmente as Suas instruções, custe o que custar. Por outro lado, o desobediente é obediente quando tudo corre bem. Por isso quando as situações não evoluem da forma esperada, ele faz à sua maneira. Saul pensou ter esperado demasiado e quiz fazer algo. Samuel chegou exactamente na altura em que Saul tinha terminado o sacrifício. Porém, não lhe trazia boas notícias.
I Samuel 13:13-14
“Então disse Samuel a Saul: Procedeste nésciamente; NÃO GUARDASTE o mandamento que o Senhor TEU DEUS TE ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; agora porém, não subsistirá o teu reino; já tem o Senhor buscado para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe sobre o seu povo, porquanto NÃO GUARDASTE o que o SENHOR TE ordenou.”
Este foi provávelmente o teste critico para Saul. Se ele passasse o teste, se ele obedecesse ao Senhor, o seu reinado seria estabelecido. Se ele não obedecesse, perdia o seu reino. Tal como Samuel lhe disse: “porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. AGORA, porém, não subsistirá o teu reino”. Óbviamente Saul não passou no teste de obediência a Deus. Ao ver que Samuel não aparecia, ele tomou a sua própria decisão em vez de obedecer à vontade de Deus.
Mais tarde vamos vê-lo a repetir o mesmo pecado. Em I Samuel 15:1-3 vamos ler:
I Samuel 15:1-3
“Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ao subir ele do Egipto. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente, a tudo o que tiver, e não lhe perdoes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos.”
Deus deu a Saul ordem para destruir Amalec completamente. Os versículos 7-9 contam-nos o que ele acabou por fazer:
I Samuel 15:7-9
“Depois Saul feriu os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egipto. E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas, porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente.”
Apesar de Saul ter uma INSTRUÇÃO clara de Deus para destruir totalmente Amalec, Saul não executou a Sua vontade. Mais exactamente, só a executou até ao ponto em que LHE AGRADAVA, a ele e ao povo. Desta forma destruíram O QUE ESTAVAM DISPOSTOS a destruir e salvaguardaram o que NÃO QUERIAM DESTRUIR. Seja como for, isto não é obediência. Obediência a Deus não significa que executes a Sua vontade parcialmente só até ao ponto em que agrada a ti próprio. Ao contrário: significa fazer total e exactamente o que Deus te mandou fazer. Como está escrito em Jeremias:
Jeremias 48:10
“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente”
Obediência significa executar o que Deus te mandou fazer, através da Sua Palavra escrita ou, no caso de Saul, por revelação. Somos desobedientes quando fazemos algo que não foi dito por Deus, mesmo se aquilo que estamos a fazer for feito em nome de Deus. O Senhor não quer que sejamos trabalhadores incansáveis fazendo o que nós achamos bom para Ele. Pelo contrário, Ele quer-nos como trabalhadores obedientes, fazendo exactamente o que Ele nos mandou fazer. Saul e o seu povo executaram o trabalho do Senhor duma forma negligente. Segundo ele, não tiveram más intenções. Mais tarde ele diz: “mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do interdito, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.” ( I Samuel 15:21) O povo queria o sacrifício, NO ENTANTO NÃO QUERIA OBEDECER. Como está escrito em I Samuel:
I Samuel 15:22-23
“Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, COMO EM QUE SE OBEDEÇA À PALAVRA DO SENHOR? EIS QUE O OBEDECER É MELHOR DO QUE O SACRIFICAR, E O ATENDER, DO QUE A GORDURA DE CARNEIROS. PORQUE A REBELIÃO É COMO O PECADO DE ADIVINHAÇÃO (feitiçaria), E A OBSTINAÇÃO É COMO A INIQUIDADE DE IDOLATRIA. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei.”
Não importa quantos sacrifícios fazes ao Senhor. O que importa é a tua OBEDIÊNCIA a Ele. Só os sacrifícios que o Senhor mandou fazer são sacrifícios aceitáveis. Serviço genuíno só pode ser aquele SERVIÇO QUE O SENHOR ORDENOU. Tudo para além disso, mesmo sendo feito em nome Dele é desobediência, acção dirigida pela velha natureza com a aparência da nova. Como Jesus Cristo disse:
João 7:16-18
“Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo. QUEM fala por si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.”
Saul tentou agradar aos homens. Tinha mais consideração pela opinião deles, do que por Deus e pela Sua opinião. Ao aceitar mais tarde haver pecado, o que ele tinha medo de perder não era a sua relação com Deus mas o respeito do povo: “Depois Saul disse: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus”. David, o sucessor de Saul também cometeu adultério e assassínio. No entanto quando Nathan o confrontou (II Samuel 12:1-14) a sua preocupação, não era o seu trono mas o seu relacionamento com o Senhor (Salmos 51). Esta foi a razão pela qual David, ao procurar restabelecer a sua relação com Deus, foi absolvido, enquanto Saul, procurando o trono foi rejeitado.

2. O exemplo de Abraão

No oposto do exemplo do Saul existe o exemplo de Abraão. Provávelmente todos conhecemos a história de Abraão e Isaac. Isaac era o único filho de Abraão e Sarah. Éra também o filho prometido por Deus e pelo qual esperou por muitos anos. Mesmo assim, um dia, Deus mandou Abraão sacrificar Isaac:
Génesis 22:1-2
“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaac, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.”
Deus sabia perfeitamente quão grande era o amor de Abraão por Isaac. Ele sabia que era “o seu único filho que ele amava”. Sobretudo porque foi Deus que lhe deu Isaac. No entanto, amava Abraão mais Isaac, a benção de Deus, do que ao próprio Deus? Tendo de escolher entre os dois, quem ele iria realmente escolher? Submetia-se ele à vontade de Deus, mesmo que isso implicasse um altíssimo custo pessoal ou, revelava-se como Saul, fazendo o que ele próprio queria? Colocando a pergunta a nós mesmos: seguimos Deus porque queremos realmente conhecê-Lo e ter a Sua amizade; ou seguimo-Lo só por causa das Suas bênçãos, os “Isaacs” que Ele nos deu, ou esperamos que Ele nos dará? Honestamente o que faríamos se, como no caso de Abraão, fossemos chamados a pôr no altar a maior das bênçãos recebidas por Deus, ou que esperamos que Ele nos dê? Seriamos capazes de o fazer? Apesar das bênçãos do Senhor serem incontáveis não é suposto serem elas o nosso objectivo na relação com Ele. O nosso foco deve ser conhecê-Lo intimamente E AO SEU MARAVILHOSO FILHO, JESUS CRISTO. Como disse Paulo:
Filipenses 3:8-15
“Sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, .... para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte, para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição DENTRE os mortos.”
TUDO, mesmo a maior das bênçãos deste mundo não é mais do que lixo em comparação à EXCELÊNCIA da sapiência de Jesus Cristo o nosso Senhor. Voltando a Abraão. Vamos ver o que ele fez afinal:
Génesis 22:3-10
“Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaac, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera. Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós. Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaac, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. Então disse Isaac a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaac: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaac, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.”
Abraão fez exactamente o que Deus lhe tinha dito. Seguramente não foi a coisa mais agradável da sua vida. Ele, igual aos outros homens na Bíblia, não eram robôs a executar a vontade de Deus de forma mecânica. Eles eram como nós, humanos com livre vontade que escolheram submeter-se a Deus por vontade própria. A sua obediência não era automática mas “VINHA DO CORAÇÃO.” Esta é a única obediência de que fala a palavra de Deus. Deus não queria robôs, homens de gelo que executariam a sua vontade mecanicamente sem ser pelo coração. Ele queria gente que O AMASSE COM TODO O SEU CORAÇÃO, ALMA, MENTE E FORÇA. (Marcos 12:30) Ele queria seres com livre vontade que decidiam a partir DO CORAÇÃO submeterem-se à vontade de Deus. Voltando a Abraão, ele seguiu a Palavra de Deus apesar de parecer implicar a perca do seu único filho. Porém quando chegou ao momento decisivo o Senhor interferiu:
Génesis 22: 11-12, 15-18
“Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; PORQUANTO OBEDECESTE À MINHA VOZ.”
O propósito desta prova foi o de verificar se Abraão ia obedecer a Deus; mesmo que isso implicasse o sacrifício da Sua bênção. Saul e Abraão, foram ambos abençoados por Deus. O primeiro foi feito rei de Israel. O segundo teve a promessa de que, através da sua semente todas as nações seriam abençoadas. Todavia havia uma grande diferença entre eles. A sua diferença era que o primeiro, Saul, procurava as bênçãos e a sua defesa. Isso em contrapartida fez que entrasse em desobediência e caísse.
Por outro lado, o segundo, Abraão, procurava Aquele que abençoa, recuperando o seu filho juntamente com a confirmação de que a sua semente e ele seriam abençoados.

3.Conclusão

Examinámos no tema acima, a obediência a Deus. Mesmo não sendo o exame forma alguma exaustivo, espero que tenha ficado clara a importância do assunto. Como diz em Miqueias 6:6-8:
Miqueias 6:6-8
“Com que me apresentarei diante do Senhor, e me prostrarei perante o Deus excelso? Apresentar-me-ei diante dele com holocausto, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de miríades de ribeiros de azeite? Darei o meu primogénito pela minha transgressão, o fruto das minhas entranhas pelo pecado da minha alma? ELE TE DECLAROU, Ó HOMEM, O QUE É BOM; E QUE É O QUE O SENHOR REQUER DE TI, SENÃO QUE PRATIQUES A JUSTIÇA, E AMES A BENEVOLÊNCIA, E ANDES HUMILDEMENTE COM O TEU DEUS?”
Tudo o que Deus quer de nos é que ajamos de forma justa, que amemos a misericórdia e de andemos humildemente com Ele. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; (I Pedro 5:6). Desobediência, fazendo o que o Senhor não disse ou não fazendo o que o Senhor disse, é uma acção separada de Deus. Não importa o que façamos ou as intenções que possamos ter. O que importa é se aquilo que está a ser feito vem da obediência a Deus, como o sacrifício de Abraão, ou por desobediência, como o sacrifício que Saul disse ser sua intenção fazer.

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (João 5:24).
Paul Idni
louvado seja Deus 

                                              HÁ MORTE NA PANELA  “Depois Eliseu voltou para Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. ...