segunda-feira, 19 de junho de 2017

OS ESCOLHIDOS DE DEUS

DEUS TE CHAMOU PARA UMA GRANDE OBRA, LOUVADO SEJA DEUS .








Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 
1 Pedro 2
A questão da predestinação versus livre arbítrio já dura há muito tempo no corpo de Cristo. Há muitos que dizem que Deus já escolheu aqueles que seriam salvos e que estes e ninguém mais será salvo. Posteriormente e de acordo com este ponto de vista, se alguém será salvo ou não, não é tanto uma questão de alguém pregar a Palavra para ele e ele posteriormente crer nesta Palavra. Embora ele definitivamente precise fazer isso, basicamente ele pode fazer isso somente porque Deus o "predestinou", o "escolheu". Se Deus não o tivesse "predestinado", se Deus não o tivesse "escolhido"- no sentido de tê-lo escolhido em lugar de outra pessoa que não foi escolhida - então ele não seria salvo. É, então, Deus que escolhe quem será salvo e quem Ele, dentro desta visão, "predestinou", escolheu previamente, para ser salvo. Aqueles que Deus escolheu salvar serão salvos, mas aqueles a quem Ele não escolheu (que na verdade significa então: aqueles que Ele rejeitou para a salvação) não serão salvos. Esta é definitivamente uma doutrina muito conveniente, pois desloca a responsabilidade da salvação para Deus, o que significa que Ele, de acordo com esta visão, já escolheu os que serão salvos. Então, se você não sente vontade de falar da Palavra a outros... Não é bem um problema. Deus sabia, e não enviou ao seu caminho alguém que era para ser salvo. Afinal, quem tiver que ser salvo será salvo, aconteça o que acontecer... Deus é quem sabe. É minha opinião pessoal que, por mais conveniente que esta doutrina seja, ela é também uma doutrina muito errada e perigosa. Eu acredito também que é essa doutrina que é responsável, pelo menos parcialmente, pela passividade de muitas pessoas em falar sobre a Palavra: as pessoas não se sentem responsáveis por falar do evangelho, pois em última instância, e de acordo com essa visão, quem é para ser salvo será salvo. Eu discordo plenamente desta esta posição. Eu acredito que, de acordo com a Bíblia, Deus deu o Seu Filho por TODOS os homens, o que significa então que sua escolha para a salvação é: todo mundo. Consequentemente, isto significa que a visão de que Deus escolheu para salvar alguns e não outros não pode estar correta.

Salvação: Escolha de Deus para todos.

Para ver o que é o desejo de Deus sobre a salvação, vamos começar com 1 Timóteo 2:3-4. Lá, lemos:
1 Timóteo 2:4 "Deus, nosso Salvador... que deseja que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao conhecimento da verdade."
Quem Deus quer que seja salvo? O que é a Sua vontade a respeito da salvação? O que é que Ele quer, deseja? Como a passagem nos diz, Ele deseja, quer que todos os homens sejam salvos! "Todos os homens” significa TODOS. Ele não escolheu algumas pessoas e não outras e então deu Seu Filho por aqueles apenas. Ao invés disso, Ele deu Seu Filho por todos, por todo mundo na face desta terra e Ele deseja que todos na face desta terra sejam salvos! Esta é a Sua vontade, o Seu desejo, o Seu querer, a Sua escolha. Aqui está o que os versos 5 e 6 desta mesma epístola nos dizem:
1 Timóteo 2:5-6 "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate POR TODOS. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.”
Por quantos Jesus se entregou como resgate? Não para alguns, mas para todos os irmãos e irmãs. Jesus Cristo pagou o preço por todo mundo e fez isso com o objetivo de que todos possam saborear a salvação. Se Ele, então, fez isso, não seria totalmente contraditório dizer que Deus realmente escolheu apenas alguns desses por quem deu o Seu Filho, o que então significa basicamente que Ele não escolheu (ou seja, rejeitou) o restante? Imagine que você fosse a uma prisão, e amasse a todos os presos tanto que você pagasse o preço mais alto possível - para Deus este preço, foi o Seu Filho - para torná-los livres. Quantos você gostaria de ver livres? Eu imagino TODOS. Agora imagine que alguns destes escolhidos permanecessem na prisão. Como você se sentiria? Você não ficaria pesaroso e triste por isso? Você pagou o preço mais alto por eles! Você quer que eles sejam livres! Eu ficaria muito triste se eles optassem por ficar presos e acredito que Deus também. Ele deu Seu filho, Ele pagou o mais alto preço possível por todos, e sabe de uma coisa? Ele quer que todo mundo aproveite o que Ele tornou disponível. Ele quer que todos sejam livres "do domínio das trevas e transportados para o Reino do seu Filho amado" (Colossenses 1:13).
Aqui está o que famosa passagem de João 3:16, que é tão frequentemente citada, nos diz:
João 3:16-18 "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que TODO o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo; mas para que O MUNDO fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus."
Deus amou o mundo (usando o nosso exemplo, com os prisioneiros: Ele amou a todos os prisioneiros, e não apenas alguns) e pelo mundo inteiro, por TODOS, Ele deu o Seu Filho. Por quê? "PARA QUE O MUNDO ATRAVÉS DELE PUDESSE SER SALVO." Quando Deus deu o Seu Filho, o Seu alvo não era apenas uma parte do mundo, mas todo o mundo! Ele não queria libertar alguns prisioneiros, mas TODOS os prisioneiros. A salvação é escolha de Deus para todos, porque era para todo mundo que Ele pagou o respectivo preço. Não há nenhum homem na face da terra para quem Deus fez a escolha que esteja perdido.

O que a Palavra quer dizer quando fala sobre os escolhidos?

Como lemos nas últimas páginas, é a vontade declarada de Deus que todos os homens sejam salvos e para este fim Deus pagou com a vida de Seu Filho. Agora, se Deus quer que todos os homens sejam salvos, isso significa que é a escolha de Deus que todos os homens sejam salvos. Consequentemente, se esta for a escolha de Deus, a vontade de Deus para todos, o que então isso faz de todos no que diz respeito à salvação?ESCOLHIDOS. Em outras palavras, quando a Palavra de Deus se refere a nós como os eleitos e escolhidos, de forma alguma isso significa escolhidos em relação a outros que supostamente não são escolhidos. TODOS são escolhidos para a salvação, pois esta é a escolha, o que Deus deseja para cada homem (embora, obviamente, nem todos aceitarão a Sua oferta). Ao invés disso, o que a Palavra quer dizer, chamando-nos escolhidos, é que somos escolhidos para a salvação. A salvação é escolha de Deus, a Sua vontade, para cada homem e, portanto, em relação à salvação, todos os homens são escolhidos por Ele. No entanto, nem todos vão aceitar esta oferta, e o resultado é que eles serão perdidos. Mas eles não estão perdidos porque Deus não os escolheu para a salvação, mas porque optaram por rejeitar o que foi a escolha de Deus para eles. Da mesma forma, nós também não fomos salvos porque Deus nos escolheu em lugar de outros, que supostamente não teriam sido escolhidos. Em vez disso, fomos salvos porque escolhemos aceitar o que foi a escolha de Deus para nós e para cada homem. A salvação é uma questão de acreditar. É uma questão de as pessoas escolherem a Deus e não uma questão de Deus as escolher. Na mente de Deus, não há dúvida: Ele escolheu TODOS os homens para a salvação e para este fim deu o Seu Filho. Veja novamente essas passagens das Escrituras:
Atos 10:43 "todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome."
Romanos 9:33, 10:11 "quem quer que nela crer não será confundido."
1 João 5:1 "Todo aquele que ama ao que o gerou, ama também ao que dele é nascido."
João 11:26 "todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá."
João 3:16 "todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 12:46-48 "todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeita, e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o julgará no último dia."
Veja quem são "todo aquele" e "quem" nestas passagens. TODO AQUELE, independentemente de quem ele seja - é isto que "todo aquele" ou "quem" significa - vai ser salvo ou não, dependendo se ele acreditou ou não. Se ele acreditar ele será salvo, já que é a escolha, a vontade de Deus para ele. Mas se ele escolher não acreditar, então ele não será salvo. Isto em nada é de forma alguma escolha de Deus, a vontade de Deus para ele, mas isso vai acontecer com base na escolha que este homem fez. É simples assim.
Resumindo: existem dois tipos de escolha. Um tipo de escolha refere-se à escolha de uma pessoa e não outra pessoa. Em outras palavras: Eu escolhi você, em vez de outra pessoa. Nesse sentido, e de acordo com a doutrina da eleição, Deus nos escolheu e rejeitou outros. Ele predestinou para a salvação a nós, os cristãos, mas não os outros. Os outros não foram escolhidos, de acordo com essa visão. Este ponto de vista pode estar correto? Não, porque de acordo com outras passagens das Escrituras que lemos, Deus deseja, é Sua escolha, que todo mundo seja salvo e exatamente por este propósito, a salvação de todos, Ele deu o Seu Filho. Portanto, a escolha e a predestinação que são mencionadas em Efésios 1:3-7 -"nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor: e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo..." - não têm o significado de sermos escolhidos, em lugar de outros que supostamente não são escolhidos, mas de nós sermos escolhidos para salvação. A mesma escolha - a salvação - Deus fez para todos os outros também, quando deu o Seu Filho. Como os prisioneiros de nosso exemplo: todos foram escolhidos para experimentar a liberdade. Eu tenho justificativa, então, para falar com os ex-prisioneiros que aceitaram a minha proposta e dizer "você é predestinado para a liberdade", "eu o predestinei para isto", "Você é minha escolha"? Sim, eu estou absolutamente justificado para fazer isso.No entanto, sendo que esta é também a minha escolha para aqueles que ainda estão na prisão, quando eu digo "escolhido", eu de maneira alguma, quero dizer que estes são escolhidos em lugar dos outros que rejeitaram a minha oferta. Para eles também é a minha escolha que eles sejam livres. Deus realmente nos escolheu, mas Ele não nos escolheu em lugar de outros. Deus não escolhe aqueles que seriam salvos e os que não seriam. Se ele fizesse Ele faria acepção de pessoas e Ele não faz:
Atos 10:34 "Deus não faz acepção de pessoas."
Ao invés disso, Deus será encontrado por todos que O buscam. Na verdade, Ele está à procura de pessoas que buscam para que Ele possa se revelar a elas:
Salmo 14:2 "O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus."
Deuteronômio 4:29 
"E lá procurarão o Senhor, o seu Deus, e o acharão, se o procurarem de todo o seu coração e de toda a sua alma."
Quando alguém busca a Deus, quando ele O convida a revelar-se a ele e é sincero, Deus irá mostrar-se 100%. Ele é o único que irá atraí-lo a Ele. Mas isto não é o que Deus fará só por essa pessoa. Ao contrário, isto é algo que Ele faz por todos os que O invocam. Deus olha para as pessoas que O buscam e os que O buscam de todo o seu coração vão encontrá-Lo. Isso não é algo que acontece, às vezes, com algumas pessoas. Ao invés disso, é uma lei ditada pela Palavra de Deus. Quando alguém convida Deus de todo o seu coração, Deus irá mostrar-se 100% e atraí-lo para Si mesmo. É neste sentido que precisamos compreender o registro do evangelho de João, que diz:
João 6:44 "Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair."
Muitas pessoas tomam esta passagem e dizem:"Vê? Deus é que sabe. Se Deus quiser, Ele vai atrair essa pessoa a Ele. Se Ele não quiser, Ele não vai atraí-lo.” Interpretar esta passagem dessa maneira é o mesmo que dizer que Deus faz acepção de pessoas e ignora que Jesus morreu por todos, para que todos possam ser salvos. Deus não escolhe a quem chamar para Si. Em vez disso Ele vai mostrar-Se a todos que O procuram. É uma lei espiritual que Ele ditou. Falaremos mais sobre isso na próxima seção.
Salvação: Responsabilidades de Deus e nossas responsabilidades.
Deus realmente tem um papel a desempenhar na salvação, o papel mais importante. Mas nós temos nossas próprias responsabilidades e os papéis dados por Deus também. 2 Coríntios 5:18-21 é muito claro sobre o nosso papel na reconciliação dos homens com Deus. Como lemos lá:
2 Coríntios 5:18-21 “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Agora então, NÓS somos embaixadores de Cristo, como se o próprio Deus suplicasse a vocês através de nós: nós oramos em lugar de Cristo; seja reconciliado com Deus. Pois Ele se tornou pecado por nós, Aquele não conheceu pecado, para que pudéssemos nos tornar a justiça de Deus nele.”
Ao dar Seu Filho, Deus reconciliou consigo o mundo. Em outras palavras, a porta para Deus agora está aberta. Usando novamente o exemplo com os prisioneiros, as portas da prisão estão alertas! Mas os prisioneiros são cegos. Eles não podem ver. Eles estão cegados pelo deus deste século (2 Coríntios 4:4), o diabo, para que eles não vejam a salvação que está disponível para eles. Assim, alguém precisa dizer ao povo: "A porta está agora aberta para Deus! Por favor, sejam reconciliados com Deus.” Porque Ele se tornou pecado por nós. Aquele que não conheceu pecado, para que pudéssemos ser a justiça de Deus nEle!” Esta, a pregação, a introdução do povo ao Senhor, é o ministério da reconciliação. E quem tem este ministério? A resposta é muito simples: NÓS. É nossa responsabilidade pregar ao povo. Nós é que somos embaixadores de Cristo. Se você quer algo de um país estrangeiro, você tem que contatar a embaixada daquele país, os representantes, os "embaixadores" do país. Para Deus os embaixadores somos NÓS. Deus abriu as portas da prisão, Ele abriu a porta para Si. Ele reconciliou consigo o mundo, dando Seu Filho. Agora nós, uma vez presos, uma vez cegos, temos de dizer para aqueles que ainda estão presos e ainda cegos "cheguem-se a Deus, a porta está aberta!"
Maior clareza sobre as responsabilidades é dada em 1 Coríntios 3:5-6: Como lemos lá:
"Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um? Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.”
Veja: Deus tem um papel, o papel mais importante a desempenhar. O papel de dar o aumento. Mas alguém tem que jogar a semente e alguém tem de regar. E esse alguém não é Deus. Somos nós! São os ministros, e não quer dizer o clero, mas nós, que temos ministério da reconciliação. O texto não diz: "Deus plantou, Deus regou, Deus deu o crescimento" Havia pessoas envolvidas que tinham que fazer o que Deus os havia chamado para fazer. Pessoas que diziam: "aqui está Deus, reconcilie-se com Ele" e que essa pessoa se aproximou de Deus, Deus o encontrou, chamou-a a si mesmo. Havia também as pessoas, como Apolo, que regavam a semente lançada no coração das pessoas, abrindo a Palavra de Deus e compartilhando com eles as Suas verdades. Veja também este "pelos quais", que eu marquei em negrito ("pelos quais crestes"). O meio através do qual essas pessoas creram eram Paulo e Apolo. Eles desempenharam o seu papel dado por Deus - o papel do intermediário, o ministro da reconciliação, o embaixador de Cristo, o papel de plantar e regar. Mas imagine se nós disséssemos "aqui está Deus" e Deus não aparecesse. Essa pessoa então O encontraria? Por mais que ele quisesse, ele não iria encontrá-Lo.Mas Deus promove a aproximação, Ele aparece, desempenha Seu papel. Quando, pois João diz que ninguém vem ao Pai, se o Pai não atraí-lo para Si, isso é absolutamente verdadeiro: se Deus não aparecer, se Deus não der o aumento, eu e você podemos plantar e regar tanto quanto quisermos, mas nada vai acontecer. Mas Deus aparece, faz o apelo, dá o aumento. A questão é: nós vamos desempenhar o nosso papel, o ministério da reconciliação que nos está designado, o plantio e a rega, o "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15)? Estes não são atos de Deus, mas papéis designados a nós.

Conclusão.

Para resumir querido irmão: a doutrina de que Deus escolheu algumas pessoas para salvar em lugar de outros que Ele supostamente não escolheu é uma doutrina muito conveniente, mas também muito falsa. A escolha de Deus, a Sua vontade, é que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Se esta é a escolha de Deus para todos o que são, então todos? Escolhidos! Agora se todos serão salvos ou não, depende se cada um vai acreditar. Se todos acreditarem, todos serão salvos. No entanto, quem não acreditar, não será salvo. Deus tem um papel a desempenhar neste processo? Sim, o mais importante: Depois que uma pessoa convida Deus para entrar em seu coração e se revelar a ele, Deus irá mostrar-se e atraí-lo a Si próprio. Esta é a aproximação do Pai de que Jesus está falando. Aquele a quem Deus se revelou sabe do que estou falando. Essa revelação de Deus não é algo que Ele decide fazer precariamente, mas algo que Ele é grato em fazer e vai fazer com base na Sua Palavra. Quem buscá-Lo de coração vai encontrá-Lo, diz a Palavra. Deus irá mostrar-se, 100%, quando alguém realmente O busca.
Agora, voltando-se para nós, Deus nos deu o ministério da reconciliação, o ministério de semear a Palavra e de regar. Ele dá o crescimento (a aproximação dele) mas a semeadura e a irrigação, a introdução do povo ao Senhor, o ministério da reconciliação é dado a nós. A doutrina segundo a qual Deus escolheu apenas alguns seres humanos para a salvação, o que implica então que Ele escolheu outros para enviá-los para o inferno, é uma doutrina muito falsa e colocou as pessoas para dormir eternamente já que eles acreditam que Deus vai salvar quem Ele quiser. Isso não é verdade. Temos responsabilidades, irmãos e irmãs, e pregar a Palavra, procurar oportunidades para difundir o Evangelho, é algo que está em nós. Pregue a palavra, diga aos prisioneiros: "saiam da prisão". Se eles vão sair ou não, é responsabilidade deles. Mas é nossa responsabilidade lhes dizer. É nossa responsabilidade mostrar-lhes o pai. Quanto ao Pai, Ele os quer de todo coração! Ele pagou por eles o mesmo preço que Ele pagou por nós, e Ele os espera com os mesmos braços abertos que Ele esperou por nós.
PAUL IDNI 
LOUVADO SEJA DEUS 

quarta-feira, 7 de junho de 2017


OS CÉUS E O INFERNO ESTÃO NOS OBSERVANDO



Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,   Hebreus 12:1


Correr  conforme o propósito de Deus, às vezes nos custa abrir mão de algumas prioridades da vida. Implica em fazer a vontade do nosso Criador, quando na verdade nos preocupamos mais com as atividades diárias do que realmente cumprir o mandado do Senhor: “Ide”(…). Seremos levados por toda onda de engano, se não colocarmos as nossas necessidades espirituais acima das materiais. Como seria diferente o nosso viver se fizéssemos tudo em conformidade com o quer d’Aquele que a tudo criou, sustenta e abençoa. As nossas inquietações seriam, sobremaneira, bem menores e mais fáceis de solucionar, e, possivelmente, viveríamos mais felizes. Busquemos, pois, cumprir com a vontade de Deus para em todos os nossos dias.

Em Mateus 4:3-11 nós lemos: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome”. Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, foi levado pelo Espírito de Deus. Não convidou a tentação. Marcos conta a história desta forma: “E logo o Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás…” (Marcos 1:12, 13).
Jesus foi ao deserto para estar sozinho, para meditar a respeito de Sua missão e de sua obra neste mundo. Através de jejum e oração estaria fortalecido para enfrentar a sangrenta estrada que Ele deveria trilhar. Satanás sabia que Jesus fora para o deserto e julgou ser esta a melhor ocasião de se aproximar dEle. Depois de tentar o homem a pecar, Satanás reclamou a terra como sua, e intitulou-se príncipe do mundo. Declarou que os homens o haviam escolhido como seu soberano. Através de seu domínio sobre os homens, adquiriu império sobre o mundo.
Cristo veio para desmentir a pretensão de Satanás. Como Filho do homem, o Salvador permaneceria leal a Deus. Jesus provaria que o diabo não dominou completamente a raça humana e a pretensão do maligno era falsa. Todos que desejassem libertação do poder do Mal, seriam postos em liberdade. O domínio que Adão perdeu em consequência do pecado, Jesus conquistaria. “Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.”
Preste bem atenção. Toda tentação é incredulidade. Toda tentação é insinuar que Deus é mentiroso. Toda tentação é uma maneira de desprezar a Palavra de Deus. É dizer que Deus não é de confiança. Toda vez que eu ou você pecamos foi por que deixamos de confiar em Deus. Pois todo o pecado é falta de confiança em Deus. Note as palavras malignas: “Se tu és o Filho de Deus”. Se tu és.
No batismo de Cristo, Satanás estava presente entre os espectadores. Viu a glória do Pai cobrir o Filho. Ouviu a voz de Jeová testificando da divindade de Jesus.  As palavras do Céu: ‘este é o meu Filho, em quem me comprazo’ ainda soavam aos ouvidos de Satanás. Mas o inimigo estava decidido a fazer Cristo não ter certeza nessas palavras.
Se a confiança de Cristo em Deus fosse abalada, Satanás sabia que alcançaria a vitória no conflito. Poderia derrotar Jesus. Jesus enfrentou Satanás com as palavras da Escritura. “Está escrito”. Em toda a tentação, a arma de guerra de Cristo era a Palavra de Deus. Jesus, porém, respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.
A primeira tentação é a tentação do apetite. É a tentação que diz: Eu preciso satisfazer os meus desejos. Preciso agora. Eu não posso esperar. Os filhos de Deus não podem passar por tribulações ou necessidades. Seus desejos, suas vontades e suas paixões necessitam ser atendidos. Não podem esperar. A resposta de Jesus à proposta de Satanás foi: “Nem só de pão viverá o homem; mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.
O mundo acredita que o homem é feliz quando todos os seus desejos são alcançados. Mas a verdade é que nossos desejos são sempre insaciáveis. E assim continuamos infelizes, buscando e nunca alcançando. Jesus deixou a resposta para a verdadeira satisfação: viver de tudo o que sai da boca de Deus. Ele também afirmou: “Buscai, pois o Reino de Deus e a Sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Aquele que confia e obedece é dada a promessa: “Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Isaías 33:16).
Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
A proposta do maligno nesta segunda tentação é a seguinte: Deus vai cumprir suas promessas não importa o que você faça. Até mesmo se não estiver nos caminhos de Deus. Satanás pode dizer: Lança-te daqui para baixo, mas ele não pode empurrar. Ele pode instigar, mas não pode forçar ao pecado. Não pode dominar as mentes, a menos que se submetam a seu controle. Mas todo ponto em que deixamos de satisfazer a norma divina é uma porta aberta pela qual pode entrar para nos tentar destruir.
Quando Satanás citou a promessa: Aos Seus anjos dará ordem a teu respeito, omitiu as palavras, para Te guardarem em todos os Teus caminhos. Isto é, em todos os caminhos da escolha de Deus. Jesus recusou sair da estrada da obediência. Não forçaria o Pai a vir em seu socorro, deixando assim de dar ao homem um exemplo de confiança e submissão. “Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”. Não devemos apresentar nossas petições para provar se Deus cumpre Sua palavra, mas por que as cumpre; não devemos fazer nossas petições para provar que Deus nos ama, mas porque nos ama.
Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.
A missão de Cristo seria realizada através de sofrimento. Devia enfrentar dores, privações, lutas e uma morte vergonhosa. Devia carregar sobre Si os pecados de todo o mundo. Tinha que sofrer a separação do amor do Pai. Agora, o tentador oferece entregar o domínio que usurpara de forma ilícita. Cristo poderia livrar-se do terrível futuro reconhecendo a supremacia de Satanás. Fazer isso era renunciar a vitória no grande conflito. Pelo desejo de estar acima do Filho de Deus que Satanás pecara no Céu. Se o maligno prevalece agora, seria a vitória da rebelião. Com a mesma tentação aproxima-se Satanás dos homens. O tentador oferece aos homens o reino deste mundo, mas precisam reconhecer seu poder supremo. Multidões são enganadas desta maneira.
A terceira tentação é a idolatria da ambição. Não importa como eu faço, eu vou alcançar meu objetivo. O pecado de escolher o caminho mais curto. Por uma causa correta, fazer a coisa errada. O fim justifica os meios. “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”.
A vitória de Cristo foi completa. Do mesmo modo podemos resistir à tentação e forçar Satanás a retirar-se de nós. Jesus obteve a vitória por meio da submissão e fé em Deus. Tiago 4:7, 8 nos diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros”. Jesus disse: Tenha bom ânimo eu venci o mundo.
LOUVADO SEJA DEUS 


PAUL IDNI

sexta-feira, 31 de março de 2017

                     Procurando a Dracma Perdida




 Deus não quer
que ninguém se perca, mas deseja
que todos venham
ao arrependimento, 2Pd 3: 9
Texto Bíblico: Lucas 15.8
Introdução: A parábola da dracma perdida mostra a diligência de uma mulher que ao perder algo precioso foi à sua procura, sem hesitar. Quem conhece a parábola sabe que o requisito básico para que a dracma fosse encontrada foi o de acender a luz. Só encontramos o que perdemos quando acendemos a luz. O escuro dificulta o reconhecimento e a procura. O ato de varrer significa tirar a sujeira. A igreja é responsável por tirar toda sujeira com diligência, cautela e muita observância procurar o que foi perdido de valores com o passar do tempo.
Podemos Observar Três Elementos Que Se Destacam Nesta Parábola:
1- A Dracma.
A dracma grega era uma moeda de prata que tinha praticamente o mesmo valor do denário romano. O denário (e, por conseguinte, dracma) era reputado um bom salário por um dia de trabalho.
Uma dracma dupla é mencionada no trecho de Mateus 17.24, como o imposto anual por cabeça que todo homem judeu tinha de pagar ao tesouro do templo. Considerando-se a extrema pobreza em que viviam os habitantes da Palestina naquela época, essas dez dracmas provavelmente representavam as economias daquela mulher durante sua vida útil; e por isso mesmo a perda ao menos de uma única moeda, representava dez por cento desse total, o que significava um prejuízo sério.
O valor dessa moeda seria mais aumentado se fizesse parte de um ornamento para cabelos, exigindo que não se perdesse nenhuma peça, para que pudesse funcionar como tal. Esses ornamentos eram usados pelas mulheres casadas, como sucede naquelas regiões até o dia de hoje. Alguns têm sugerido que a preservação da unidade do ornamento podia ser reputada como símbolo da fidelidade da mulher ao seu marido. Essa interpretação é possível; mas é mais provável que o quadro vise unicamente a uma mulher pobre, cujas difíceis circunstâncias faziam com que a perda até mesmo de uma pequena moeda fosse motivo para tão grande ostentação.
As mulheres palestinas recebiam dez moedas de prata como presente de casamento. Além do valor monetário estas moedas tinham um valor sentimental equivalente ao de um anel de casamento; assim perder uma dracma seria extremamente angustiante.
2- A Candeia.
Ela teve acender uma lâmpada porque as casas pequenas nas da Palestina, das classes mais humildes, usualmente não tinham janelas, e a única maneira da luz entrar no aposento era mediante a porta. Portanto foi necessário acender uma lâmpada a fim de possibilitar uma busca mais completa. O chão provavelmente era coberto de poeira; pelo que, joelhos e mãos no chão, rebuscando no meio da poeira, ela procurar a sua preciosa moeda perdida.
3- A Busca da Dracma Perdida.
Sua busca, no meio da poeira, foi bem-sucedida, e se regozijou por haver encontrado uma décima parte de tudo quanto possuía, tendo trabalhado diligentemente para economizar.
Qual o Valor Representativo das Dez Dracmas Para Você Hoje:
  • Um valor econômico – monetário,
  • Um valor sentimental – emocional,
  • Um valor ornamental – beleza natural,
  • Um valor simbólico – representativo,
  • Um valor espiritual – no que diz respeito a sua salvação, comunhão e dons espirituais.
Qual a Dracma Que Você Está Procurando:
1- A Dracma da Benção do Senhor. (Gn 32.26).
Jacó passa o vau de Jaboque e luta com um anjo. – “… Não te deixarei ir, se não me abençoares…”
2- A Dracma da Vitória. Sobre:
a) A Carne. (Gl 5.17). A está ligada a nossa própria natureza, que quando não é vencida se torna um poderoso gigante contra o Espírito. Como?:
  • Revestindo o Senhor Jesus Cristo. (Rm13. 14). – “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.”
  • Revestindo do Poder de Deus. (Lc 24.49). – “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”
  • Andando segundo o Espírito. (Rm 8. 4,14). – “… que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (v.4). – “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus.” (v.14).
b) O Mundo. (1Jo 2.15). O mundo se apresenta como um gigante diante de nós. Como?:
  • Pela fé. (1Jo 5. 4,5). – “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”
  • Com bom ânimo, como Jesus. (Jo16. 33). – “… no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
  • Não se conformando com o mundo. Conselho de Paulo. (Rm 12.2).  – “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
  • Não o amando. Exortação de João. (1Jo 2.15-17). – “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne. A concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
c) E Satanás. Após sua queda (Is 14.12), Satanás tem se apresentado como um gigante para as pessoas, rugindo como leão. (1Pe 5.8). Como?:
  • Revestindo. (Ef 6.11). – “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.”
  • Resistindo. (Tg 4.7). – “… resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”
  • Vigiando. (1Pe 5.8).  – “Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.”
  • Com armas espirituais: Fé, Palavra e Oração. (Ef 6.11-18; 2Co 10. 4). – “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo;”
“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nas regiões celestiais.”
“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.”
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça,”
“e calçados os pés na preparação do evangelho da paz;”
“tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”
– “Porque as armas da nossa milícia não carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.” (2Co 10.4).
Revestindo, vigiando e resistindo-lhe com Fé, Palavra e Oração você vencerá na vida.
3- A Dracma do Revestimento do Espírito Santo. (2Rs 2.1-14).
Elias seria elevado ao céu num carro de fogo.
– “Elias disse a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou… Porém disse ele: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não deixarei…”
a) A Betel. (v. 2). Hb. “Casa de Deus.”
  • Lugar da presença de Deus.
  • Lugar de adoração.
b) A Jericó. (v. 4). Hb. “Lugar de Fragrância ou “Cidade do Bálsamo.” Era chamada a cidade das palmeiras”. (Dt 34.3).
  • Lugar de renúncia.
c) Ao Jordão. (v. 6). Hb. “O que desce” ou “Descendo.” Naamã foi curado da lepra quando mergulhou sete vezes nas águas do Jordão – águas barrentas. (2Rs 5.10-14).
  • Lugar de humildade.
  • Lugar de purificação.
– “Elias disse: a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.” (v. 9).
O Que é Preciso Fazer Para Encontrar a Dracma Perdida?:
1- Determinação.
2- Perseverança. Jamais a mulher encontraria a dracma perdida, se não houvesse esforço contínuo e perseverante.
3- Dependência. A mulher dependeu da vassoura (o lado humano, do nosso equipamento).  A maior dependência da mulher foi a “luz da candeia.” A luz da candeia é símbolo do Espírito Santo.
Resumo: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11).

Louvado seja Deus 
Paul Idni

quarta-feira, 29 de março de 2017


        Jonas, o profeta que não queria ouvir a voz de Deus.





 " Todos os marinheiros foram tomados de grande pânico, e cada um daqueles homens passou a clamar ao seu próprio deus. Em seguida lançaram ao mar a carga do navio, com o propósito de deixar a embarcação mais leve. Jonas, no entanto, havia se refugiado no porão do navio; e, tendo-se deitado, dormia profundamente."  Jonas  1-5

Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C. Jonas era filho de Amitai, e veio de Gade-Hefer, uma aldeia de Zebulom, situada nas vizinhanças de Nazaré. Ele também é o herói do livro que traz o seu nome, o quinto dos doze Profetas Menores.
O nome Jonas significa “pomba”, e a forma neotestamentária do desse nome é Ionas. Algo interessante com o nome “Jonas” ocorre no Novo Testamento, quando comparamos passagens dos Evangelhos de Mateus e João. No Evangelho de Mateus (16:17), Jesus chamou Pedro de Simão Barjonas, que em aramaico seria “filho de Jonas”. Entretanto, no Evangelho de João (1:42; 21:15,17), o pai de Simão Pedro é chamado de João, embora em alguns manuscritos ele também apareça em ambas as passagens como “Jonas”. Diante disso, não se sabe exatamente se os nomes “Jonas” e “João” (heb. yonah e yohanan) são dois nomes diferentes do pai de Pedro (algo comum na época), ou se representam duas forma gregas do mesmo nome hebraico.

A história de Jonas:

O Profeta Jonas profetizou a restauração das fronteiras de Israel, o que foi conseguido por Jeroboão II por volta de 782-753 a.C., conforme o texto encontrado no livro de 2 Reis:
Também este restituiu as fronteiras de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer.
(2 Reis 14:25)
Considerando que Jonas profetizou acerca do reinado de Jeroboão em aproximadamente 790 a.C., durante a co-regência deste com seu pai Jeoás, é muito provável que Jonas tenha conhecido o Profeta Eliseu, que faleceu por volta de 797 a.C. Existe ainda a possibilidade de o Profeta Jonas ter sido um dos “filhos dos profetas” instruídos por Eliseu (2Rs 6:1-7).
A maior parte do que sabemos sobre a história de Jonas é o que está narrado no livro a qual tem seu nome. De acordo com o livro de Jonas, Deus ordenou que o profeta fosse à cidade de Nínive para clamar contra ela (Jn 1:1,2). Desobedecendo a ordem de Deus, o Profeta Jonas foi para Jope, embarcando ali em um navio com destino a Társis, a oeste de Israel, que talvez fosse a Córsega ou parte da Espanha, enquanto Nínive, o destino a qual Deus havia lhe enviado, ficava no estremo leste (Jn 1:3).
No meio da navegação, Deus enviou uma grande tempestade que castigou a embarcação a qual o Profeta Jonas viajava (Jn 1:4). Após os marinheiros clamarem cada um ao seu deus, e realizarem uma série de procedimentos para tentar salvar o navio, o capitão da embarcação encontrou o Profeta Jonas dormindo no porão do barco (Jn 1:5,6). O capitão então ordenou que Jonas invocasse o seu Deus na tentativa de que pudessem ser poupados (Jn 1:6).
Os marinheiros resolveram lançar sorte, e a sorte caiu sobre o Profeta Jonas que foi declarado culpado. Interrogado pelos tripulantes daquele navio, Jonas mandou que eles o lançassem ao mar, para que a tempestade se acalmasse. Num primeiro momento os homens ainda tentaram resistir à ideia do Profeta Jonas, mas ao perceberem que não teria jeito, lançaram Jonas no mar e a tempestade finalmente cessou (Jn 1:13-15).

O Profeta Jonas e o grande peixe:

Após ser lançado ao mar pelos marinheiros da embarcação em que estava viajando, o Profeta Jonas foi engolido por um grande peixe que o Senhor providenciou. Jonas ficou no ventre do peixe durante três dias e três noites (Jn 1:17). Jonas então orou a Deus em forma de um cântico de ação de graças, e Deus ordenou que o peixe o vomitasse em terra firme, talvez em uma praia distante da costa da Síria.
Muito têm se discutido acerca desse grande peixe que engoliu o Profeta Jonas. Alguns defendem a ideia de ter sido uma baleia, enquanto outros reprovam essa possibilidade. Na verdade, de fato não precisa necessariamente ter sido uma baleia. Poderia ter sido um grande tubarão, como o próprio tubarão-baleia que atinge um tamanho enorme e não possui os dentes terríveis de outras espécies de tubarão. O termo original em hebraico significa apenas “grande peixe” e o termo usado em grego na Septuaginta é um termo genérico para “mostro do mar”, “criatura marítima” ou “peixes de grande tamanho”. Seja como for, o correto é que esse episódio se refere a algo sobrenatural que ocorreu para que o propósito de Deus fosse cumprido.

O Profeta Jonas chega a Nínive:

Depois de ter sido vomitado pelo grande peixe, Jonas obedeceu a ordem de Deus e foi para Nínive (Jn 3:3). Jonas pregou conforme Deus havia ordenado, e a cidade naquele momento se arrependeu de seu pecado, sendo poupada por Deus (Jn 3:3-10).
O fato de Deus ter poupado Nínive deixou Jonas profundamente irritado (Jn 4:1). Muitos sugerem que o motivo da irritação de Jonas foi uma espécie de mistura entre ciúmes e antipatia em relação aquele povo pagão que era inimigo de seu próprio povo. O descontentamento foi tamanho que o Profeta Jonas pediu que Deus tirasse a sua vida (Jn 4:3).
Deus então mais uma vez deu uma lição em Jonas. Ele fez crescer uma planta que deu sombra à Jonas, deixando-o muito feliz. No dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e rapidamente ela ficou destruída. Mais uma vez o Profeta Jonas ficou irritado e pediu para morrer. Usando esse exemplo da planta, e da piedade demonstrada por Jonas a ela, Deus ensinou ao Profeta que era moralmente correto que Ele manifestasse piedade pelo povo de Nínive (Jn 4:6-11).
A história do profeta Jonas termina repentinamente (Jn 4:11) e o Antigo Testamento não faz qualquer outra referência sobre ele.

O Profeta Jonas no Novo Testamento:

Jonas é citado no Novo Testamento pelo próprio Jesus, onde Ele faz referência ao período em que Jonas permaneceu no ventre do peixe e ao arrependimento da cidade de Nínive através da pregação do profeta (Mt 12:39-41; 16:4; Lc 11:29-32).
Essa referência sobre a história do Profeta Jonas no Novo Testamento é muito significativa, pois confere a garantia de que os relatos descritos no livro de Jonas são fatos históricos e literais, e não apenas uma fábula com propósitos nacionalistas como alguns comentaristas céticos sugerem.

O Profeta Jonas nos relatos extra-bíblicos:

Alguns estudiosos defendem que Beroso, um sacerdote e historiador caldeu da Babilônia que viveu no século 3 a.C., teria escrito sobre o episódio envolvendo Jonas. Beroso escreveu em grego uma obra sobre a História da Babilônia, onde em um de seus relatos ele se refere a uma criatura que emergiu do mar para conceder sabedoria divina aos homens chamada Oannes. Seria um tipo de homem-peixe.
Os babilônicos cultuavam diversas divindades com perfis curiosos, incluindo um deus das águas (Enki ou Ea). Mas o que chama atenção nessa história é o fato do nome “Oannes” ser muito semelhante ao nome grego Ioannes, que, junto com o também grego Ionas, é utilizado para representar o hebraico Yonah, ou seja, “Jonas”. Portanto, alguns acreditam que existe a possibilidade da descrição de Beroso ter alguma relação com a história de Jonas, já que a fama de um evento miraculoso como esse facilmente pode ter corrido entre muitos povos, e originado até mesmo algumas lendas. O problema com essa sugestão parece ser cronológico, já que para alguns o mito sobre Oannes remonta o período de 4.000 a.C.
Paul Idni 
louvado seja Deus


quinta-feira, 23 de março de 2017

LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR NOS DIAS DA TUA MOCIDADE

                                               
NÃO SEMEIE NO VENTO 

Porque semeiam vento, colherão tempestade; não haverá seara, pois o talo não produzirá cereal; o pouco que der, os estrangeiros o devorarão.
 Oséias 8:7

No contexto deste versículo vamos encontrar Israel metido em uma série de pecados e transgressões aos mandamentos divinos, entre eles podemos nomear, Israel profanava a aliança com Deus e a sua Lei (Os 8. 1 - 3), nomeava governantes sem a direção de Deus (Os 8. 4), se provia de praticas idólatras (Os 8. 4 – 7), se confraternizava em aliança com os Assírios (Os 8. 8 – 10) e ainda disseminava entre os seus filhos altares de sacrifícios aos deuses pagãos (Os 8. 11 – 14), tais abominações eram contempladas por Deus, que não suportando mais  as transgressões daquele povo fez soar sobre eles a “trombeta” da punição divina, através da palavra profética dada pelo profeta Oseías.
O texto em tela é um provérbio bastante conhecido e que ressalta a futilidade e fragilidade das alianças de Israel com os falsos deuses e as nações pagãs da época do profeta. Os Israelitas haviam semeado “ventos”, símbolo da decadência moral e espiritual do povo naqueles dias, e como conseqüência dos seus pecados haviam de colher“tormentas”, isto é o julgamento, a punição divina seria inevitável, e tão assoladora como um longo período de estiagem, onde que, pela severidade da seca, a terra não produzirá frutos “não haverá seara”, e a verdura que sobreviver a tamanha sequidão não serviria para alimentação nem dos homens e nem do gado “não dará farinha”, a ponto de o povo se submeter ao domínio estrangeiro “se der, tragá-la-ão os estrangeiros”.
Portanto o transgredir ao mandamento divino, é algo que traz ao transgressor o devido julgamento, Deus não se deixa escarnecer (Gl 6. 7), porém trará sobre todos quantos desprezarem os seus caminhos e ensinamentos o juízo eterno, a exemplo do que aconteceu com o povo hebreu, e que foi enfatizado nas profecias, proferidas pelos Profetas Menores tais como, Oseías, Jonas e Obadias. Fiquem todos na Paz do Senhor Jesus. Amém!!

Louvado seja Deus 

Paul idni 

                                              HÁ MORTE NA PANELA  “Depois Eliseu voltou para Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. ...